sábado, 10 de setembro de 2016

'La Romana' mistura Neo-Realismo, Policial Noir e Existencialismo para mostrar as fraquezas humanas na época da Itália fascista! - Marcos Doniseti!

'La Romana' mistura Neo-Realismo, Policial Noir e Existencialismo para mostrar as fraquezas humanas na época da Itália fascista! - Marcos Doniseti!
Poster de 'La Romana', um belo filme de Luigi Zampa, diretor que começou como um cineasta Neo-Realista, mas que acompanhou as mudanças pelas quais a Itália passou no Pós-Guerra e incluiu elementos existencialistas em sua obra. 
Este belo filme de Luigi Zampa é baseado no romance 'La Romana', de Alberto Moravia, escritor cujas obras foram levadas em grande numero às telas do Cinema. 

Neste filme, percebe-se claramente a influência do Neo-Realismo, pois as desigualdades sociais, a pobreza, as injustiças e a impossibilidade de ascender social e economicamente por meio do trabalho honesto estão presentes no mesmo. O filme de Luigi Zampa também tem uma história que envolve situações de crime e mistério, bem como uma trilha sonora e uma fotografia que são típicas de um filme Policial Noir, cuja influência é bem nítida. 

Além disso, o filme também mostra o lado interior dos personagens, com suas angústias, tristezas, sentimentos de melancolia e desejos insatisfeitos, possuindo claros elementos existencialistas. Este é um fenômeno que estava se tornando comum no cinema italiano do período (década de 1950). 

Vários cineastas começaram a se afastar do Neo-Realismo, que foi a escola cinematográfica na qual quase todo os cineastas italianos do Pós-Guerra se formou, e a introduzir em seus filmes aspectos existencialistas, voltado para ilustrar o interior dos personagens, mostrando seus sentimentos, emoções, angústias e desejos. 
 A mãe de Adriana quer usar a beleza da filha para sair da pobreza na qual vivem, mas ela não contava com o que estava por vir. 
Um exemplo disso foi Michelangelo Antonioni. Seu filme 'Il Grido' ('O Grito', 1957) também fez uso desta mistura de elementos distintos, neo-realistas e existencialistas. Esta mudança que ocorreu no Cinema italiano dos anos 1950 se deu em função de um certo esgotamento da fórmula Neo-Realista, mas também ocorreu porque a sociedade italiana estava passando por mudanças. 

A partir da metade dos anos 1950 começou um processo de crescimento econômico que foi, progressivamente, reduzindo a pobreza e a miséria no país. E a década de 1960, em especial, ficou conhecida como a época do 'milagre econômico' italiano. E tais mudanças acabaram se refletindo na produção cinematográfica italiana do período. 

Os protagonistas do filme são símbolos de poder (Astarita), mentira (Gino), violência (Sonzogno), fraqueza moral (Gino), materialismo (Gisella). E a violência, o militarismo, a imoralidade e o autoritarismo do regime fascista também estão presentes. No filme vemos que quem se opõe ao Fascismo é perseguido, preso e torturado, a oposição é proibida, tudo é censurado, fazer política é, como diz Adriana (interpretada pela bela e sensual Gina Lollobrigida), muito perigoso. 

O clima do filme é sombrio, nebuloso, Noir, e as cenas de uma Roma nublada, noturna, chuvosa reforçam esses elementos deste clássico filme de Luigi Zampa.
A bela Gina Lollobrigida foi uma das atrizes de maior sucesso do cinema italiano e europeu no Pós-Guerra. 
No filme, vemos que a mãe de Adriana, cansada de viver na pobreza e desolada por ver que a filha tomou um caminho que não desejava, acaba entrando em crise e passa a não ter mais qualquer vontade de continuar vivendo. Mas, de certa maneira, ela é responsável pelo rumo que a vida da filha tomou, na medida em que estimulou a mesma a viver em função de sua beleza. E foi isso que Adriana fez. 

A história do filme é contada por Adriana Silenzi e se desenvolve na Itália, em 1935, durante o regime fascista de Mussolini. Adriana é a personagem central do filme e mora junto com a sua mãe, desfrutando de uma vida muito pobre. 

Adriana conhece um chofer, Gino Molinari, por quem se apaixona e com quem deseja se casar, mas com quem acabará tendo uma grande frustração. Adriana também se envolve, embora não o deseje, com um poderoso e rico líder fascista (Astarita), que se apaixona intensamente por ela, mas com quem ela não quer ter qualquer envolvimento, embora recorra a ajuda dele sempre que necessário. 

E depois surge um outro homem em sua vida, com quem tem um romance intenso e por quem ela se apaixona, que é Mino. Este é um militante político antifascista (Mino Diodati) que é perseguido, preso, interrogado e que termina por falar tudo o que sabe sobre os companheiros, pois ele não consegue resistir a ameaça de ser torturado. Ele entrará em crise existencial em função disso, passando a odiar a si mesmo. Seu final será trágico. 
Adriana chega a ficar noiva de Gino, sem saber que este já era casado e tinha uma filha.
A mãe de Adriana quer usar da beleza da filha como um instrumento de ascensão social e tenta convencer a mesma a se casar com um homem rico, mesmo que não tivesse sentimento algum por ele. Enquanto isso não acontece, ela leva a filha para posar nua para um pintor, que fica encantado com a beleza da jovem e tenta seduzi-la, mas que é rejeitado pela mesma. 

No local, Adriana conhece outra mulher, Gisella, que também trabalha com o mesmo pintor. Gisella e Adriana ficam amigas e ela terá uma participação importante nos rumos que a vida de Adriana irá tomar. Após vários dia de trabalho, Adriana conhece um chofer, Gino Molinari, por quem acaba se apaixonando. Ele tenta enganá-la, dizendo ser um comerciante, mas ela percebe que ele é apenas um chofer, que trabalha para uma família muito rica. 

Ela sonha em ter uma casa, se casar e em ter filhos, o que era exatamente o que o regime fascista de Mussolini esperava das mulheres, desejando que elas fossem 'belas, recatadas e do lar' e que tivessem muitos filhos, a fim de engrandecer a Itália que, na propaganda feita pelo regime Fascista, voltaria a ser tão poderosa quando na época do Império Romano.

O romance deles fica cada vez mais sério e intenso, até que um dia Adriana chega em casa e diz para a mãe que havia ficado noiva de Gino. Mas ela fica enfurecida quando a filha lhe diz que o noivo é um simples chofer e não um homem rico. A mãe quase agride Adriana, porque esta ficou noiva de um 'morto de fome' e manda que não o leve para casa. Mas a filha desobedece a mãe e leva Gino para conhecê-la. 
Até mesmo o pintor para quem Adriana posava diariamente sentiu-se fortemente atraído pela bela jovem, mas ela o rejeitou.
A mãe de Adriana é grosseira com Gino, depois que este disse que o fato da noiva posar nua para um pintor diariamente é algo imoral, mas a filha disse que o ama muito. 

Gisella sai com um homem rico, chamado Riccardo, e um dia ela leva o Dr. Astarita, um rico e poderoso líder fascista, para conhecer Adriana. Gisella tenta convencer Adriana a ter um caso com Astarita, que já é casado mas que se apaixona perdidamente pela bela jovem, mas Adriana diz que já é noiva de Gino e resiste à ideia. Gino leva Adriana para conhecer a gigantesca e luxuosa mansão dos patrões, deixando-a envergonhada porque ela vive na pobreza. E eles fazem amor, que foi a verdadeira razão para item até a mansão... 

Assim, o filme mostra que o regime Fascista de Mussolini não combateu as imensas desigualdades sociais existentes na Itália, muito pelo contrário, o seu governo se aliou à Burguesia e promoveu uma brutal repressão contra o movimento operário do país. Logo, os trabalhadores continuaram vivendo na pobreza, enquanto que a Burguesia continuou tão rica quanto antes. 

Adriana retorna para casa muito tarde da noite e mãe a espera, percebendo que ela e Gino haviam tido relações e diz que agora tem certeza de que ele jamais se casará com a filha, pois já conseguiu o que desejava. Depois desta conversa, Gisella tenta convencer Adriana a se encontrar com Astarita, que não se importa que ela se case com Gino, desde que eles possam ficar juntos. 
A bela e sensual Adriana fazia com que os homens se apaixonassem perdidamente por ela, mas nenhum deles conseguiu fazer com que ela fosse realmente feliz.
Como se percebe, a moralidade defendida pelos fascistas era mais um discurso, uma fachada, do que algo concreto. A moral era pública, mas os vícios eram privados. 
Gisella despreza Gino, dizendo que ele, um mero chofer, terá a sorte de se casar com a belíssima Adriana, sendo que ele merecia apenas uma empregada. Gino dá o troco, fazendo um comentário depreciativo sobre Gisella e sugere, para Adriana, que a amiga desta é uma prostituta e que é em função disso que ela está sempre bem vestida. Adriana promete se afastar de Gisella, mas não cumpre a promessa. 

Gisella convida Adriana para um passeio e Astarita vai junto. Durante a conversa, ele diz que mandou segui-la e fala que sabe tudo a respeito dela. 

Eles vão a um restaurante, onde bebem, comem, conversam, dançam e acabam se relacionando sexualmente. Depois, Astarita dá uma certa quantidade de dinheiro para Adriana. Esta vai até a Igreja e confessa ao padre que traiu ao seu noivo, mas que ainda assim quer ser uma boa mulher. O padre lhe diz que ela deve casar o quanto antes, rezar muito e que nunca mais deverá ver o 'outro homem' (Astarita). 

Adriana vai falar com Gino sobre o casamento e este lhe garante irão se casar e morar juntos. Quando ela volta para casa, a mãe lhe entrega uma carta de Astarita, ao qual ela irá encontrar. Ele diz que a ama e a convida para morar com ele, dizendo que lhe dará tudo: vestidos, jóias. Astarita também lhe diz que Gino, seu noivo, já é casado e tem uma filha. 
Astarita, poderoso líder Fascista, era casado, mas também se apaixonou perdidamente por Adriana, com quem desejava viver. Assim, a imoralidade dos fascistas ficava exposta. 
Adriana fica desolada e diz para Gisella que deseja ser uma mulher livre e a amiga pergunta se ela quer fazer disso 'o seu trabalho', ou seja, se ela quer se tornar uma prostituta, dizendo que conhece alguém muito 'fino e distinto' que ela poderá conhecer. E Adriana aceita a oferta. 

Adriana, quando chega em casa, deixa cair a carteira com todo o dinheiro e a mãe percebe que a filha, agora, está se prostituindo. E a mãe diz para a filha que não tem mais vontade de continuar vivendo e chora. Adriana vai para o quarto e também chora. 

Adriana encontra Gino na casa da patroa do mesmo e ali ela fala que sabe que ele é casado (a esposa se chama Antonietta) e que tem uma filha (Maria). Gino diz que mentiu porque amava Adriana e que havia perdido a cabeça (tal como acontecia, também, com Astarita). Adriana também leva um porta jóias embora da mansão, sem que Gino saiba, e lhe diz que eles não irão mais se encontrar. Gino vai até a casa dela para recuperar o objeto e ela fala que, agora, é prostituta e que também se tornou uma ladra e que isso aconteceu por culpa dele. 

Em uma noite, Gisella e Adriana conhecem dois homens (Giancarlo e Mino). Giancarlo e Gisella ficam juntos em um bar (que fica ao lado do Coliseu), enquanto que Adriana e Mino vão caminhar, juntos, pela noite de Roma. Ela fala para Mino que os homens com quem se encontra não se interessam em conhecê-la melhor e que se envergonham de sair com ela, mas Mino diz que isso não acontece com ele e que ele não é impaciente.
Adriana e Mino mal se conheceram e imediatamente sentiram uma forte atração. Ele foi o único que realmente a respeitou e a valorizou, apaixonando-se por ela. 
Adriana sente-se fortemente atraída por Mino, mas este diz que não gosta de aventuras e que não a ama. Ela vai embora sozinha para casa, depois que tentou levá-lo junto e não conseguiu. Com isso, Adriana fica triste e deprimida por vários dias, pensando no motivo que teria levado Mino a recusá-la, acreditando que isso aconteceu pelo fato dela ser uma prostituta. 

Depois, Gino a convida para um encontro, no qual está Zonzogno, um brutamontes, com quem ele se desentende. Gino entrega uma quantia em dinheiro para Adriana e que ele obteve vendendo o porta jóias que ela havia roubado. Ele conseguiu culpar a empregada pelo roubo e a mesma acabou presa. Adriana o chama de canallha por isso, mas Gino a persegue e acaba sendo agredido por Sonzogno, que vai embora com Adriana, para a casa desta. 

Adriana e Sonzogno ficam juntos apenas por alguns dias e este último já a pede em casamento, mas ela pede um tempo para pensar. Com ela, é sempre assim: os homens estão sempre perdendo a cabeça por causa dela. A única exceção, aparentemente, é Mino, mas na verdade este esconde um segredo de Adriana e é o motivo pelo qual ele não quis se envolver com ela. 

Porém, Sonzogno confessa que matou o proprietário de uma joalheria quando tentou vender o porta jóias que ela havia roubado e que corre o risco de vir a ser preso. Ele entrega o porta jóias para Adriana, mas esta fica com medo dele ao saber do assassinato que o mesmo cometeu. 
Uma bela cena do filme clássico de Luigi Zampa, diretor que começou no Neo-Realismo italiano. 
Enquanto isso, Sonzogno teme que ela o denuncie para a Polícia, mas ela diz que não fará isso. E ela decide devolver o porta jóias, pedindo ajuda ao Padre. Assim, o roubo do porta jóias por Adriana desencadeou uma sucessão de acontecimentos: 

A) Gino não o devolveu, mas preferiu vendê-lo, o que provocou a prisão da empregada, que foi considerada culpada pelo roubo; 

B) Sonzogno tentou repassar o porta jóias para o dono da joalheria, que ofereceu pouco pelo mesmo, o que o levou a matar o proprietário;

C) Adriana entrega o porta jóias para o Padre, explica a situação da empregada, que está presa, e pede que ele devolva o objeto para a patroa e que liberte a empregada, que é inocente. 

E Mino reaparece na casa de Adriana, que fica muito feliz de revê-lo. Ele está ali para lhe pedir um favor, que é guardar um pacote com propaganda contra o governo Fascista. Mas ele diz que isso é apenas um pretexto para poder revê-la, pois não deixou de pensar nela desde que a encontrou pela primeira vez. 

Ela diz que, agora, está feliz com Mino, mas o ativismo político dele leva a que a Polícia vá até a sua casa, atrás de material de propaganda que está escondido, mas que Adriana jogou fora antes que fosse encontrado. 
Mino é o único homem que Adriana realmente amou, mas ela o conheceu tarde demais. Ele é um idealista e ativista político que luta contra o Fascismo, mas que se revela um fraco quando é interrogado por Astarita, líder da polícia secreta fascista. 
Procurado por todos os lugares pela Polícia, Mino vai (junto com Adriana) para a casa de campo de um Fascista, Giancarlo, de quem ele foi amigo, até que a Política os afastou. Mino diz para Adriana que gostaria de ter 'nascido outro, qualquer outro'. 

Assim, ele não se sente feliz.

Enquanto isso, Adriana lhe diz que gostaria de ser como ele, ou seja, de ter nascido em uma família rica, com uma boa educação, morar em uma bela casa, passar os verões no mar ou na montanha, bem como se casar com um homem que a amasse e tivesse filhos. 

Eles voltam para Roma depois de uma semana e ela pede que Mino vá para a casa de Tommaso, um dos militantes políticos, onde ficará seguro. Voltando para casa, no bonde ela encontra Sonzogno, o que a deixa assustada. Este percebe que há uma ligação entre ela e Mino e a segue. Ela tenta se livrar dele, mas Sonzogno diz que está sendo seguido e suspeita que ela possa tê-lo denunciado à Polícia.

Adriana consegue sair de sua casa e vai até a casa de Tommaso, para ver se encontra Mino, mas este saiu para promover uma ação política, que foi a de jogar panfletos anti-fascistas em uma sala de cinema junto com Tulio. No cinema, os espectadores assistem a um filme que mostra um desfile dos 'Camisas Negras' fascistas. Tulio e Tommaso conseguiram escapar, enquanto que Mino acaba sendo preso quando tentava fugir do local. 
Adriana e os homens de sua vida. Cada um deles representa um arquétipo: Gino é o mentiroso (figura 1), Astarita é o poderoso (figura 2), Gino é o fraco (figura 3) e Carlo é o violento (figura 4). Adriana não será feliz com nenhum deles.
Desesperada, Adriana procura pela ajuda de Astarita, sabendo que ele ainda gosta dela. Ele que diz que não sabe nada a respeito da situação de Mino, mas que irá procurar ajudá-lo. Com isso, Mino acaba sendo libertado, mas ele volta tendo ódio de si mesmo, pois entregou as informações sobre os seus companheiros durante o interrogatório, mesmo sem que tenha sido torturado para isso. 

Mino entrará em um séria crise existencial em função disso, dizendo que não tem mais nenhuma razão para continuar vivendo. Mino diz que se sente como se já estivesse morto, enquanto que Adriana diz que ele deve esquecer o que aconteceu. 

Ela diz que também já se sentiu assim, querendo ser outra pessoa, sendo infeliz e sentindo-se desesperada e envergonhada. Porém, Mino decide ir embora. Antes, porém, ele fica sabendo que ela está grávida e que terá um filho seu. 

Adriana decide pedir, novamente, a ajuda de Astarita, a fim de conseguir o conteúdo do interrogatório de Mino. Astarita vai até a casa de Adriana, e lhe diz que não há nenhum documento com o conteúdo do interrogatório de Mino. 

Antes, Astarita encontrou Sonzogno, que invadiu a casa dela, acusando-a de tê-lo denunciado e a ameaçava por isso. Astarita esbofeteia Sonzogno, que vai embora, e diz para Adriana que a ama, mas essa responde que ama Mino e que espera um filho do mesmo. Astarita diz 'Maldito o dia em que te encontrei! Maldito o dia em que nasci!'.
Set de filmagem de 'La Romana', que foi baseado em livro de mesmo nome de Alberto Moravia, que foi um dos roteiristas do filme.
Frustrado, Astarita vai embora. E Mino fala que espera que o filho deles não tenha que dizer tais coisas futuramente. Mino informa Adriana que Sonzogno seguiu Astarita. Ela e Mino vão atrás, para tentar avisar Astarita, mas Sonzogno espera pelo líder fascista e o segue, matando-o na sequência. Sonzogno tenta fugir, mas acaba sendo morto pela Polícia. 

Mino vai embora e Adriana sofre com isso. Ela fica trancafiada em seu quarto, acariciando o paletó de Mino, enquanto se recusa a comer qualquer coisa. Mino envia uma carta de despedida para Adriana, onde deixa claro que irá cometer suicídio, pois não consegue mais conviver com a sua traição aos companheiros. 

Adriana chora. Ela vai até a Igreja e ora, pedindo a Madonna que salve a vida do homem que ama, prometendo que não irá mais vê-lo e que não será de outro homem enquanto viver.

Adriana é chamada para reconhecer o corpo de Mino e vê que ele está morto. Ela chora e diz para Tulio e Tommaso que eles não correm mais nenhum perigo, pois Astarita e Mino morreram e não há uma transcrição do interrogatório a que ele foi submetido. Tommaso diz que sempre pensará bem dele, que foi um bom rapaz. 

Ela vai embora, sozinha, e, em uma narração, diz que se o filho que irá nascer for um menino irá se chamar Mino e que se for uma menina se chamará Letícia, pois deseja que a filha, diferente dela, tenha uma vida alegre e feliz.

Fim. 
Adriana reza por Mino, prometendo que se ele estivesse vivo abriria mão de vê-lo novamente. Mas o seu desejo não se realizou. 
Informações Adicionais:

Título: 'La Romana' ('A Romana');
Diretor: Luigi Zampa;
Roteiro: Alberto Moravia, Giorgio Bassani, Luigi Zampa e Ennio Flajano; Adaptado do livro 'La Romana' (de Alberto Moravia); 
Ano de Produção: 1954; Países de Produção: Itália e França;
Duração: 88 minutos;
Elenco: Gina Lollobrigida (Adriana Silenzi); Daniel Gélin (Mino); Franco Fabrizi (Gino Molinari); Raymond Pellegrin (Astarita); Xenia Valderi (Gisella); Renato Tontini (Carlo Sonzogno); Pina Piovani (Mãe de Adriana); Gino Buzzanca (Riccardo); Mariano Bottino (Tommaso); Mario Addobbati (Tullio); Gianni Di Benedetto (Pintor), Ricardo Garrone (Giancarlo); 
Fotografia: Enzo Serafin.
Música: Franco Mannino e Enzo Masetti.

Link:

Informações sobre o filme:

http://www.imdb.com/title/tt0047427/?ref_=fn_al_tt_1

Trecho do Filme:

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