sábado, 24 de março de 2012

Fringe – Os mistérios da 4a. Temporada! -Parte 3 - por Marcos Doniseti!

Fringe – Os mistérios da 4a. Temporada! -Parte 3 - por Marcos Doniseti!

(Análise feita do Episódio 01 até o Episódio 14; atualizado no dia 23/05/2015)
Walter, Olívia e Peter: Os protagonistas do seriado. 
No primeiro episódio da quarta temporada ('Neither Here Nor There'), aparece o September e alguns sinos fazem barulho quando ele entra numa lanchonete para conversar com December. Os sinos são uma clara referência à William Bell. Será que ele está envolvido com a trama desta temporada? A conferir.

No diálogo, September diz que a Linha do Tempo foi reescrita e que Peter foi apagado. Logo, não estamos em uma nova Linha Temporal. 

Essa não é a mesma Timeline das temporadas anteriores, embora possua algumas semelhanças com as mesmas, mas també mpossui diferenças, em relação à Timeline Original, que existiu nas três primeiras temporadas e que foi destruída, aniquilada, tal como vimos no episódio final da terceira temporada ('The Day We Died' - 3X22). 

As diferenças entre as duas Timelines (Original e Reescrita) foram provocadas, em grande parte, pelo fato de que nesta Linha Temporal o Peter jovem-adulto nunca existiu. Mas o Peter criança existiu, sim, como veremos posteriormente na temporada.

December diz que é 'RESPONSABILIDADE' dos Observadores garantir que os eventos aconteçam tal como deveriam. Isso demonstra que eles tem uma função específica nos Universos e nas Timelines existentes. Esta tarefa, tudo indica, lhes foi imposta por uma Força Superior e na temporada final da série nós descobriremos quem lhes deu essa missão.

O comentário em questão é que December diz que 'ELES' nunca deverão saber que Peter viveu até se tornar um homem adulto. No caso, ele está claramente se referindo à Olívia, Walter, Astrid, Broyles, enfim, com todos aqueles com os quais Peter conviveu na Timeline Original. 

Então, December está se referindo às pessoas que conviveram com Peter até a fase adulta na Timeline original (Olívia, Walter, etc) mas que, agora, não se lembram mais disso, pois a existência dele da infância até a fase adulta foi apagada, já que nesta Timeline Reescrita o Peter morreu ainda criança e nos dois Universos. Assim, nenhum dos dois Peters chegou à fase adulta. 

E caso eles voltassem a se lembrar do Peter jovem-adulto, que existiu na Timeline Original, talvez isso desencadeasse uma sequência de eventos que provocasse a sua volta. Aliás, foi exatamente isso o que aconteceu, principalmente no caso de Olívia e, também, Walter.

Na quarta temporada, as cores mais frequentes que aparecem na série são o Azul e o Vermelho, o Verde, o Amarelo e o Laranja. O azul e o vermelho são as cores dos Universos antigos, o que demonstra que essa Timeline atual tem muito da realidade anterior, vista nas três temporadas anteriores.

O mesmo acontece com a cor Amarela que deve representar essa nova Timeline Resscrita, onde existe uma interligação entre os dois Universos, o que obrigado os seus moradores a trabalharem juntos.  

No primeiro episódio, Walter faz um pássaro morto voar no laboratório, mas diz que precisa aperfeiçoar este seu projeto, ainda. Será que ele sonha em fazer o mesmo com o filho, Peter, que morreu? Não duvido. Como se percebe, Walter ainda conserva algo daquela arrogância de antigamente de quem pensava que poderia 'superar Deus'.

No primeiro episódio, Walter diz que não existe nada mais triste do que quando duas pessoas estão destinadas a ficar juntas e alguma coisa intervém. 

Daí, aparece Olivia.

Entendo que esta é uma clara referência a Peter e Olivia, que deveriam ter ficado juntos ao final do terceiro ano, mas isso foi impossível, pois Peter descobriu que Olivia é assassinada em 2026 pelo Walternativo (tudo isso aconteceu na Timeline Original dos três primeiros anos, é claro) e depois retornou para 2011 com o objetivo de criar uma nova realidade alternativa onde tal fato não acontecesse, que foi o que ele fez em 'The Day We Died'.

Outra frase interessante de Walter (na qual se refere à Peter, é claro) é: 'Pessoas morrem. Acontece. Algumas até morrem duas vezes'. Isso é uma referência ao fato de que, nesta Timeline Reescrita, os dois Peters morreram quando eram crianças. 

Também vimos que September desistiu de apagar Peter do Tempo, pois gostava dele, bem como de Walter, Olívia, Broyles, Astrid. Seus sentimentos por todos eles o impediram de eliminar Peter desta Linha Temporal.

Não custa nada relembrar que as histórias do quarto ano também se desenvolvem em dois Universos e que os personagens também são os mesmos, mas sem a presença de Peter e também sem que os sobreviventes lembrem-se da sua existência quando da sua fase jovem-adulta.

Na Timeline Reescrita muitos dos aspectos da vida dos personagens são semelhantes aos das temporadas anteriores, mas existem algumas diferenças e é isso que os leva a ter personalidades distintas.

Exemplos: Uma semelhança é que, na Timeline atual, tal como na anterior, a Olivia-Alt não foi testada e não é cortexiphada. Uma diferença é que, na Timeline anterior, Olivia tentou matar o padrasto quando era criança (9 anos de idade), mas não conseguiu. Na Timeline atual ela o matou.

No segundo episódio, na cena que se passa no hospital, após Olivia conversar com McClennan, Broyles diz para ela que as pessoas deixam uma marca na alma dos outros e que isso não pode ser apagado (no fundo branco do corredor aparece o Observador...).

E Peter deixou, inegavelmente, uma forte marca nas almas de Olivia e de Walter, em especial, o que contribuiu para que Olívia e Walter acabem tendo lembranças dele, permitindo que ele voltasse a existir, embora seja na condição de Paradoxo.

No terceiro episódio desta temporada ('Alone in the World'), Walter descobre sobre os fungos que procuram se expandir o máximo que podem. Essa observação, no meu entendimento, vale para todas as espécies de seres vivos.

Este episódio trata de uma rede neural que se sente sozinha neste mundo. O mesmo pode ser dito de Peter, que se sente totalmente isolado após a sua volta, que foi mostrada nos episódios posteriores. 

Aliás, o que seria de Peter, Walter e Olivia se não tivessem uns aos outros? Viveriam numa solidão abissal, com certeza. Dificilmente conseguiriam viver como pesssoas 'normais' e serem felizes, que é o que eles mais desejam, no fim das contas.

Os três são personagens que, originalmente, eram desajustados, por motivos diferentes, mas que não conseguiam se enquadrar num esquema normal de vida.

Peter era um golpista que tinha, até, se envolvido com a Máfia nova-iorquina. Walter estava internado há 17 anos em um hospital psiquiátrico. Olívia tinha acabado de perder o noivo e morria de medo de se envolver mais intensamente com outro homem, além de viver assombrada pelos abusos que sofreu na infância por parte de seu padrasto. Sem falar dos testes com o cortexiphan a que foi submetida, também na infância, por Walter e Bell.

No quarto episódio (Subject 9), vimos Olivia demonstrar o seu poder, atirando objetos na direção da manifestação de Energia Azul que aparece em sua casa. É bom lembrar que Olivia somente faz uso destes poderes quando sente medo, tal como aconteceu neste momento.

Cameron percebeu que a manifestação de Energia vai em direção à Olivia porque é ela que a atrai e também notou que Walter não era mais o cientista arrogante e ambicioso de antigamente, da época em que fez testes com ele, Olivia e com outras dezenas de crianças.

Peter volta e diz saber muitas coisas sobre os casos e agentes da Divisão Fringe, mas ele irá perceber que é um estranho para todos eles.
O nome da série escrito com o uso dos glyphs.
É bom lembrar que, no final da terceira temporada, o Observador September disse que as pessoas não se lembram de Peter por que 'ele nunca teria existido' nesta 'nova Timeline'. Mas, no quarto ano, vemos que os dois Peter existiram, sim, mas morreram quando ainda eram crianças e que seus familiares, nos dois Universos, lembram-se dele.

Porém, o que aconteceu nesta Linha Temporal reescrita é que Peter não se tornou um jovem-adulto. Foi este Peter que nunca existiu na Timeline reescrita. Mas o Peter-criança existiu, sim.

Então, para ser entendida como pura expressão da verdade, a frase do September, no final do terceiro ano, deveria ser algo como 'O Peter jovem-adulto nunca existiu e por isso não se lembram dele. Os dois Peters morreram quando eram crianças.”.

Alguns poderiam pensar que isso teria sido um erro de continuidade da série, mas não penso desta maneira. 

Entendo que essa frase do September deve ser vista a partir de uma visão distinta, que é a de que September somente falou isso para tentar convencer December de que ele tinha resolvido o caso da presença de Peter nesta Timeline.

Então, o September teria blefado, tentando enganar December, para evitar de ser punido pelo mesmo, que foi quem ordenou que Peter fosse apagado desta Timeline. 

Ou então, September realmente acreditava que Peter havia sido apagado e jamais pensou na possibilidade do retorno dele, tanto que quando ele percebe que Peter está voltando, ele fica totalmente surpreso, não conseguindo entender porque isso está acontecendo.

A minha interpretação da volta de Peter se baseia, essencialmente, na Física Quântica, que é uma das principais bases nas quais se sustenta o seriado. Ela afirma que, teoricamente, é possível voltar ao passado, mas que este não pode ser apagado. 

O que pode ser feito é retornar ao passado e tomar decisões distintas daquelas que foram adotadas anteriormente (e, com isso, se cria uma nova Linha Temporal), mas não se pode mudar o passado. E foi exatamente isso que o September fez ao apagar Peter.
O DVD com a quarta temporada completa da série. 
Aliás, os Observadores não podem sequer pensar na possibilidade de interferir nos acontecimentos. Eles não tem essa autoridade. E muito menos podem apagar uma pessoa do Tempo. E os Observadores fizeram tudo isso.

Logo, é muito provável que eles venham a ser punidos por isso. Aliás, isso somente não aconteceu em função de um motivo que somente será explicado no último episódio da série ('A Enemy of Fate' - 5X13).

No quinto episódio ('Novation'), vimos a revelação de que os transmorfos enfrentam um processo de degeneração celular e que apenas um médico, Dr. Malcolm Truss, pode resolver o problema. Ele consegue fazer isso e, a partir deste momento, os transmorfos não tem mais como ser diferenciados dos seres humanos, aos quais se tornam semelhantes até o último filamento de DNA, a não ser que se faça uma cirurgia para se extrair o seu disco de memória.

Interessante é que o Dr. Truss diz que William Bell cancelou o projeto no qual ele trabalhou na Massive Dynamic, de Replicação Celular, por 'questões éticas', dizendo que 'certas coisas são apenas da alçada de Deus'.

Assim, nesta Linha Temporal Reescrita, no início tínhamos a impressão de que Bell é um cientista ético e Walter é ambicioso e arrogante, pretendendo fazer o papel de Deus. Depois ficará claro que tal diferença não existiu. 

Como Bell interrompeu o projeto de Replicação Celular e demitiu Truss, mas depois veremos que o projeto está conectado a este novo tipo de transmorfos que foram criados nesta Timeline. 

E nesta Timeline, Walter culpa Nina Sharp pela morte de seu filho, Peter, porque o frasco com a cura da doença deste quebrou quando ela estava presente. Portanto, tudo indica que os dois eram amantes.

E Nina também dizia (com a muito provável concordância de Bell, pelo menos na época) para Walter que este ultrapassava os limites aceitáveis do trabalho científico. 

A transmorfo Nadine ficou com o Serum, criado pelo Dr. Truss, que permitiu corrigir o problema de degeneração celular, o que irá gerar consequências nos próximos episódios.


Somente pela expressão das duas Olívias já é possível saber qual delas é do Universo Azul e qual é do Vermelho.
E September foi punido por ter interferindo no rumo dos acontecimentos e também pelo fato de que ele se recusou a apagar Peter nesta Timeline.

September fez o seguinte: 1) Impediu que o Peter-Alt fosse curado da sua doença pelo Walter-Alt; 2) Não apagou o Peter adulto quando este volta a existir na Timeline Reescrita. E isso acarretou a sua punição pelos demais Observers. 

Nas temporadas anteriores, a interferência do September , que resultou na travessia de Walter para o Universo Vermelho, mexeu com a estrutura dos Universos, levando a iniciar um processo de degeneração que levaria à destruição de ambos.

Mas o retorno de Peter provoca uma série de anomalias temporais, além dele ser um Paradoxo.

Estas anomalias poderão colocar a existência dos dois Universos em risco e, muito provavelmente, obrigarão a um tipo de intervenção semelhante a que já tivemos no final do terceiro ano, gerando outra reviravolta no rumo da série.

E essa reviravolta tanto poderá ter uma continuidade em uma eventual quinta temporada, como poderá representar o encerramento do seriado.

No sexto episódio ('And Those We've Left Behind') Peter sonha com Olívia, onde ela lhe diz que “ele é o problema'. O que ela quis dizer com isso? Entendo que ela afirmou que a presença de Peter, nesta Timeline, gera anomalias e lapsos temporais, que deverão se agravar cada vez mais, pois ele é um Paradoxo.

E isso acontece por que Peter voltou a existir numa Timeline Reescrita na qual ele não chegou a viver até a fase adulta, morrendo quando criança (os dois Peters). Como se descobrirá neste episódio, a sua volta é que deu início a tais anomalias.

Aliás, é reveladora a frase dita por Walter, quando o mesmo afirmou que 'Não se pode ir do Presente para o Passado, quebrando as leis da física'. E menos ainda pode-se permitir a existência de Paradoxos. As leis da Natureza não permitem. 

E é o próprio Peter que diz a Broyles que a sua chegada a esta Timeline é que desencadeou os lapsos temporais, pois eles começaram somente depois que ele voltou, três dias antes, e que ele está na Timeline errada, vivendo com as pessoas erradas.

Entre a primeira e a terceira temporadas, tivemos anomalias no Espaço, provocadas pela intervenção do September, que impediu a cura de Peter e que, depois, o salvou no Reiden Lake.
Peter e September travam um dos diálogos mais importantes da história do seriado, por meio do qual ficamos sabendo mais a respeito dos Observers.
Isso desencadeou uma sucessão de eventos que levaria à destruição dos dois Universos, o que foi mostrado no episódio final da terceira temporada. 

Já na quarta temporada, temos uma sucessão de anomalias no tempo, que são provocadas pelo retorno de Peter a esta Timeline e da qual ele havia sido apagado pelo September, tornando-se um Paradoxo.

O fato é que Peter não poderia voltar a existir nesta Timeline, mas isso aconteceu e é isso que gera as anomalias temporais. 

O sétimo episódio ('Wallflower') foi o mais fraco desta quarta temporada, até o momento em que comento sobre a mesma (ou seja, até o episódio 14).

Mesmo assim, temos duas frases interessantes no mesmo. A primeira foi dita por Lincoln ('A ignorância é uma dádiva') e a outra pelo Peter, que disse “Investiguei eventos Fringe por três anos. Nunca achei que me tornaria um”. A única informação mais relevante do episódio foi mostrada na cena final, quando Olivia desmaia em sua casa e aparecem alguns agentes injetado um líquido nela, sob os olhares atentos de Nina. Depois ficará claro que ela estava sendo ativada, com a aplicação de cortexiphan, que provocava a enxaqueca nela, impedindo-a de dormir. 

Porém, ficou a dúvida sobre se esta é a verdadeira Nina ou se é uma transmorfo. Mais tarde ficará claro que se tratava de um transmorfo a serviço de David R. Jones. 

Essa Nina já representa uma nova geração de transmorfos, que podem ser criados sem que seja necessário matar as versões originais dos mesmos. E foi para isso que o Serum, criado pelo Dr. Truss, foi inventado. E foi justamente por isso que, posteriormente, apareceram duas Ninas no seriado.

Já o oitavo episódio ('Back to Where You've Never Been'), mostra Peter sonhando com Olivia e Walter. No mesmo, ele estava casado com Olivia e os dois moravam juntos com Walter. É com isso que Peter sonha. Essa é a vida que ele quer, junto com Olivia e Walter. Somente assim é que ele será feliz. E os outros dois, ainda não sabem, mas irão descobrir com a passagem do tempo, porém também chegarão à mesma conclusão.

Entendo que a verdadeira essência de 'Fringe' é a maneira como Peter, Olivia e Walter se relacionam entre si e como enfrentam, juntos, todos os obstáculos e dificuldades que impedem que eles fiquem juntos. E para conseguir isso, eles já mostraram que são capazes até de viajar no tempo e de criar novas realidades.

Walter diz que o catavento com qualidades  metálicas está rodando contra o fluxo de ar, violando as leis da Física. É muito provável que isso está acontecendo porque o Universo já está sendo afetado pelo retorno de Peter. E estes problemas deverão se agravar cada vez mais com a passagem do tempo, ameaçando a existência dos dois Universos. Para consertar isso, talvez Peter tenha que ser sacrificado novamente, tal como já aconteceu no final do terceiro ano. Ou talvez, desta vez, seja Walter ou a Olivia que terão que ir para o sacrifício. 

E esse sacrifício irá acontecer. Quem já terminou de assistir a esta temporada sabe quem foi o (a) sacrificado (a). 

Peter também pede a ajuda de Walter para construir a Máquina e voltar para a 'sua Timeline'. Mas não há como voltar para uma Timeline que foi aniquilada. Peter é o único sobrevivente dela. Todos os outros morreram e os personagens que vemos agora são versões ligeiramente diferentes daqueles que existiram na Timeline Original. 

Descobrimos outra diferença entre esta Timeline Reescrita e a anterior: Nesta Timeline, a esposa de Walter, Elisabeth, cometeu suicídio depois que o seu Peter morreu e antes que Walter sequestrasse Peter-Alt.

Outra diferença: Peter decide ir para o Universo-Alt,  para convencer Walternativo para que o mesmo o ajude a voltar para a 'sua Timeline' e diz para a Olivia (do Universo Azul) que ela pode atravessar quando quiser para o mesmo, o que a deixa surpresa. Assim, ela não sabe que tem esse poder.

Peter chama Lincoln de 'Espantalho' quando este, literalmente, se espanta ao ver as Torres Gêmeas no Universo-Alt. É uma clara referência ao livro/filme 'O Mágico de Oz'.

Uma observação importante feita por Peter é quando ele diz que 'Walternativo compartilha a mente de Walter'. Oras, se isso é verdade, então tal afirmação vale para todos os persoanagens que existem nos dois Universos, como Peter, Olivia e Lincoln.

Neste episódio, vemos que os transmorfos são obra de David R. Jones e que eles são uma ameaça aos dois Universos, que terão que juntar forças para combatê-los.

Além disso, Olivia vê September pela primeira vez (nesta Timeline reescrita) e ele diz que viu todos os futuros possíveis e que em todos eles Olivia terá que morrer. 

Depois disso, ele desaparece.


O elenco de 'Fringe' na quarta temporada. 
Até agora, nesta temporada, ainda não foi explicado o significado desta frase de September. Vamos ter que esperar para ver se ela fica mais clara e se é definitivamente esclarecida até o fim da temporada ou não.

Uma possível explicação para a mesma é que como Peter, Olivia e Walter querem ficar juntos, sempre, em todas as Linhas Temporais possíveis e imagináveis, a única possibilidade de impedir que eles continuem manipulando o espaço-tempo (afinal, é para isso que serve a Máquina que Walter constrói, não é mesmo?) e criando novas realidades em função do seu desejo de ficarem sempre juntos é matando Olivia, pois ela é o Elo que une os três.

Sem Olivia, a unidade entre eles (uma Trindade) é quebrada e a vida perde o sentido para Peter e Walter. Isso ficou claro no final do terceiro ano, quando Walter e Peter voltaram de 2026 para 2011 a fim de mudar o futuro, criando uma nova realidade alternativa na qual Olivia não morresse.

Na verdade, o que ocorre é que os personagens do seriado são representações de Mitos e Olívia possui poderes que a equiparam a uma Deusa. E no caso ela é a representação da Deusa da Memória, Mnémosine na Mitologia Grega. 

Já no episódio nove ('Enemy of My Enemy') Olivia-Alt e Lincoln-Alt vão até o local em que se encontra David R. Jones. Este se utiliza de pessoas com doenças mortais e incuráveis para transformá-los em metamorfos com saúde perfeita. 

Ele diz que os transmorfos são como seus filhos e mata um deles para mostrar que não liga a mínima para ninguém, nem para aqueles que ama. Isso demonstra, claramente, que Jones é, aparentemente, o grande vilão desta quarta temporada. 

Aliás, é um excelente vilão e promover o seu retorno à série foi uma medida mais do que acertada por parte dos produtores. Jones é o 'Canceroso' de 'Fringe'.

Relembrar é viver: Peter, na Linha Temporal Original, cortou Jones ao meio quando este tentava passar para o Universo-Alt. Mas o Peter-adulto não existe na Timeline Reescrita e, portanto, o seu ato de matar Jones não ocorreu nesta, pelo menos até agora. Por isso é que Jones está vivo.

Mas, com o retorno de Peter-adulto à mesma Linha Temporal, Jones deverá morrer.

Afinal, se Peter retorna, os seus atos nesta Timeline não podem mais ser apagados. 

Talvez os mesmos voltem a fazer parte desta Timeline, e da memória dos que vivem na mesma, mas isso estará condicionado à permanência de Peter nesta Timeline.

Quanto mais tempo Peter permanecer nesta Timeline, talvez, aos poucos, a história original dela vá retornando, sendo recuperada gradualmente, com a passagem do tempo, e com os outros personagens sentindo os efeitos, em suas vidas, deste fato. 

Pobre Lincoln... Ele se apaixona perdidamente por Olívia, mas o coração deste já tem um dono.
Exemplo: Olivia irá se lembrar que conheceu Peter quando criança e que eles viveram um intenso romance nesta Timeline. E isso aconteceu, de fato...

Netes episódio, vemos que Broyles-Alt colabora com Jones. A questão é: Por qual motivo? Há várias possibilidades mais fortes para isso, a meu ver:

A) Ele é um aliado leal de Jones; B) Ele atua como um agente duplo, que colabora com Jones para obter informações a respeito do que ele faz e, desta forma, terá como agir no momento decisivo a fim de impedir que Jones atinja os seus objetivos; C) Ele é um transmorfo que trabalha para Jones; 4) Ele é aliado de Jones por algum motivo pessoal.

Peter diz que Jones está à procura de anfilício, um mineral que pode ser usado como fonte de energia e que tem um grande poder de destruição, podendo até abrir buracos entre Universos. Peter diz que já combateu e derrotou Jones em 'sua Timeline' e que a sua presença, ali, é uma vantagem.

Walter visita Peter e diz que irá ajudá-lo a construir a Máquina para que Peter volte para a 'sua Timeline'. Ele foi convencido por Elisabeth, esposa de Walternativo, que vê neste Peter uma grande parte do 'seu Peter'. Mas ela sabe que ele não é o seu verdadeiro filho.

Jones se comunica com Nina. Resta saber se ela é a Nina verdadeira ou se é um transmorfo. Estou convencido de que esta Nina é um transmorfo da nova geração, que foi criada por Jones, e que é igual aos seres humanos 'até o último filamento de DNA', como disse Peter.

O que fica claro é que Peter percebeu que está numa Timeline diferente, que está vivendo com as mesmas pessoas da sua existência anterior, mas que elas não tem a memória de ter convivido com ele, pois os dois Peters morreram quando eram crianças nesta Timeline reescrita.

Assim, para voltar à 'sua Timeline', Peter precisa reescrever a história da mesma, fazendo com que, de alguma maneira, eles se lembrem de como foi a convivência com ele da infância até a fase adulta. Mas a sua vida está se desenvolvendo numa Timeline distinta, a Reescrita. 

No décimo episódio ('Forced Perspective'), Peter diz a Walter que ele 'não deveria existir aqui' e que, por isso, a Máquina não deverá interagir com ele. A Máquina deverá ter uma interface biomecânica calibrada apenas para o DNA de Peter.

Portanto, Peter tentará, novamente, alterar a realidade na qual vive, a fim de que possa voltar para a 'sua Olívia', para o 'seu Walter', etc. Isso é algo que está claro desde o final do terceiro ano. Peter, Walter e Olívia estão sempre tentando alterar a realidade a fim de que possam ficar juntos e serem felizes, pois sempre há algum obstáculo ou dificuldade que impede que isso aconteça na realidade na qual eles vivem. Mas o fato é que eles já estão juntos nesta Timeline. Então, qual o motivo de querer ir imbora, não é mesmo, Peter?

Neste episódio, uma garota tem a habilidade de prever os acontecimentos, sabendo quem irá morrer. Porém, um dos casos dos quais ela teve uma antevisão não se confirmou, as pessoas foram salvas e o destino delasfoi modificado.

Logo, fica claro que a previsão feita pelo September, de que Olivia 'precisa morrer' em todos os futuros possíveis pode ser mais um desejo dele do que algo que, obrigatoriamente, terá que acontecer. O destino pode ser alterado, é a mensagem final deste episódio. 

Como a própria Olívia diz no episódio: 'Nada está talhado em pedra'. Mas o destino de uma pessoa pode ser alterado, sim. E a solução dada para o episódio comprova isso.

Peter assiste ao momento em que ocorreu o Big Bang.
Em um momento do episódio, Peter comenta com Olivia que os Observadores não viajam no tempo, apenas não o vivenciam do mesmo jeito que nós. Eles não prevêem o futuro, pois já o vivenciaram. Peter pergunta se algum deles fez contato com ela, mas Olivia mente, dizendo que não. E Peter percebe que ela mentiu.

Nina visita Olivia e se desculpa pelos testes feitos com ela quando criança e diz que irá dar alguns remédios novos para curar a enxaqueca dela. Será que essa Nina é a verdadeira ou ela já é uma transmorfo? A frase sobre os remédios pode indicar que é a transmorfo, que deve estar por trás das aplicações de cortexiphan em Olívia por ordens de Jones, é claro.

O episódio de número 11 ('Making Angels') foi um dos melhores da temporada, sem dúvida alguma, e lembrou a excelente série das três primeiras temporadas.

No mesmo, duas pessoas são assassinadas usando-se de uma mesma arma. O assassino chama-se Neil, é professor de Matemática Avançada do MIT e pensa ser um anjo que, ao matar as suas vítimas, estará aliviando o sofrimento delas, pois acredita que conhece o futuro delas, no qual acontecerá alguma catástrofe ou tragédia.

Ele mora perto do Reiden Lake e há alguns anos passou a acreditar que, através da Matemática, seria possível ver Passado, Presente e Futuro ao mesmo tempo. Peter diz para Olívia que é isso que os Observadores fazem, mas não se sabe como.

Este foi um ótimo episódio, irônico e esclarecedor em pontos importantes da Mitologia.

Mas, algo me deixou intrigado, que foi a frase do Observador (Março), a respeito do salvamento de Peter. Ele disse que 'September TENTOU salvar Peter'. Ele se refere ao que ocorreu na Timeline Reescrita, na qual os dois Peters morreram. Assim, nesta Timeline Reescrita, September tentou salvar Peter, mas ele não conseguiu.

Outra coisa: Tivemos claramente, a meu ver, uma conexão com o episódio 'Firefly', da terceira temporada, que foi aquele no qual o personagem de Christopher Lloyd (o Roscoe Joyce, músico que foi integrante do Violet Sedan Chair), perdeu um filho como resultado do fato de Walter ter trazido Peter-Alt para o Universo Azul.

A conexão se dá pelo fato de que, na casa de Neil, havia uma notícia de jornal que mostrava que o pai e o irmão dele morreram como resultado de um acidente automobilístico. Embora não seja possível ver a data da publicação da notícia, entendo que é bem possível que ela se refira à mesma noite em que Walter sequestrou Peter-Alt.

Daí, ocorreu o acidente no lago, e que provocou a morte de Peter, com algo ou alguém impedindo o September de salvá-lo (mesmo tentando, tal como disse Março).

E se todos estes fatos desencadearam uma sequência de eventos que provocou o acidente que matou o pai e o irmão de Neil? Assim, na Timeline Original, foi o salvamento de Peter, por September, que gerou uma sequência de eventos que provocou a morte do filho de Roscoe Joyce.

Já nesta Timeline reescrita, é o não-salvamento de Peter que gera uma OUTRA sequência de eventos e que, talvez, tenha resultado nas mortes do pai e do irmão (Alex) de Neil.

Afinal, está mais do que claro que, na atual Timeline Reescrita, temos fatos distintos daqueles que se desenvolveram na Timeline Original.

Mas a lógica por trás deles é a mesma, ou seja, não importa o que acontece, tudo gera consequências e os efeitos dos mesmos são inevitáveis.

Os fatos e as consequências mudam, mas todos eles geram efeitos na vida dos envolvidos ou nas de outras pessoas.

No episódio, Março também diz, para December, que o September não cumpriu com as suas instruções, pois 'Peter voltou'. Logo, foi o December que mandou September apagar Peter.


A HQ escrita por Joshua Jackson ajuda a esclarecer aspectos importantes das tramas da Timeline Original e da Reescrita, bem como o que aconteceu entre o final da terceira e o início da quarta temporadas.
No final do terceiro ano, quando September disse para o December que 'Peter nunca existiu', ele o fez num tom de submissão, como de alguém que estava sendo pressionado a consertar um erro e que tinha que prestar contas dos seus atos. Creio que essa frase de Março confirma isso.

Outra coisa: Por que Neil atirou para fora da casa, em vez de mirar na Olívia? Entendo que (como já afirmei aqui) ele se via como um anjo que aliviava os sofrimentos dos outros e não como um assassino. Por isso é que ele queria morrer pelas mãos alheias, de Olivia (ou de qualquer outra pessoa), e não pelas suas, através de um suicídio, o que não seria perdoado por Deus.

É bom notar que Neil mora perto do Reiden Lake, onde Peter foi salvo na Timeline original, e onde ele morreu nesta Timeline. E também foi onde Walter atravessou para o Universo-Alt na Linha Temporal anterior. E foi nele que Neil encontrou o aparelho de September, que usava para matar as suas vítimas. E foi no Reiden Lake que Jones tentou atravessar para o Universo-Alt, mas foi morto pelo Peter na Timeline original.

Seguindo a dica de um fã da série no Orkut, sugiro que assistam ao episódio 'August', da segunda temporada, que ajuda a entender porque uma eventual morte de September, para salvar Olivia, a tornaria especial.

O episódio 12 ('Welcome to Westfield') mostra que Walter completou a interface biomecânica da Máquina, que somente funcionará se ela reconhecer o código genético de Peter e que usa uma interface orgânica para transmitir os impulsos neurais em comandos. Assim, Peter usará dos seus pensamentos para controlar a Máquina, tal como na Timeline original (olha a história original retomando o seu curso aí...). 

Walter vai pessoalmente ao local dos incidentes mostrados no começo do episódio, o que inclui uma queda de avião. Olivia diz que ele está mais aberto ultimamente, ou seja, ele está ficando mais parecido com o Walter das três primeiras temporadas. É a influência de Peter fazendo-se sentir, cada vez mais, sobre as pessoas com as quais ele conviveu na Timeline Original e com as quais ele voltou a conviver nesta Linha Temporal Reescrita.

O episódio mostra uma cidade, Westfield, abandonada e na qual um dos poucos sobreviventes que permaneceu são e salvo, Cliff, conta a história de uma mulher, sua irmã, que matou o próprio marido e que tinha memórias de uma pessoa que não era, falando de coisas que nunca havia vivido.

É exatamente disso que trata essa quarta temporada da série, com Walter e Olivia tendo lembranças de um Peter jovem-adulto (da Timeline anterior) que nunca haviam conhecido até este momento. Mas à medida que a convivência entre eles se intensifica e se prolonga no tempo, tais lembranças vão retornando, se sobrepondo sobre as lembranças da Timeline atual, na qual Peter não viveu até a fase adulta. 

Olivia é a que mais sente essa mudança, pois ela e Peter eram apaixonados na Linha Temporal anterior e 'estão caminhando' para isso na atual Timeline Reescrita. Além disso, ela não foi submetida a uma cirurgia cerebral, tal como aconteceu com Walter, o que afetou fortemente a memória deste. 

Inclusive, Olivia cita o caso da cidade de Edina, que ela, Peter e Walter nunca investigaram nessa Timeline, mas que investigaram na antiga, junto com eles. Assim, essa Olívia começa a ter as memórias da Olivia anterior.

Olivia fala numa língua estranha e diz para Peter que parece que há outra pessoa na mente dela.

Talvez a ponte que Peter criou, e que interligou os Universos, pode ajudar Olivia e Walter a se lembrar do Peter adulto com o qual eles conviveram na Timeline original. 

Este poderia ser um efeito colateral dessa ligação entre os Universos.

As duas cidades de Westfield, de cada Universo, se uniram e formaram apenas uma e o mesmo processo ocorre com as pessoas que vivem nelas e que tem um outro semelhante vivendo no outro Universo na mesma cidade.

A união não aconteceu apenas com aquelas pessoas que ou não se encontravam em uma das cidades quando elas se uniram ou cujo duplo já morreu.

O curioso é que, no caso de Olivia, a união mental, de memórias, acontece com a Olivia da Timeline antiga. Isso talvez aconteça em função das duas terem sido submetidas aos testes com cortexiphan e porque ambas se relacionaram romanticamente com Peter. E isso também ocorre porque Olívia tem os poderes de uma Deusa, como já afirmei.

Olivia pergunta a Peter sobre a Olivia anterior e Peter lhe diz que a Olivia antiga lhe deu algo que somente a sua mãe havia oferecido: um lugar para chamar de lar.

A Olivia atual diz que “ela tem sorte por ter você.”. É a Olivia atual se interessando cada vez mais por Peter.
Olha a Gene aí, junto com os outros atores da série. 
Descobre-se vários dispositivos espalhados por Westfield e que os mesmos continham vestígios de anfilício, e que o mesmo é apenas uma parte do estoque que Jones possui. Logo, o poder de destruição de Jones é imenso.

Cliff diz uma frase notável: 'Bem, temos uns aos outros. Não importa o que aconteça, enfrentaremos juntos.'. A meu ver, esta é uma frase que define o relacionamento entre Walter, Peter e Olivia na série. Esta é a própria essência de 'Fringe'.

Walter diz a Peter que continuará ajudando-o a voltar 'para casa', mas já dá demonstrações de que sofre ao dizer isso. É como se para ele, Walter, Peter já estivesse em casa.

E, de fato, ele está. A casa de Peter está onde ele possa viver e ser feliz e isso somente acontece quando ele vive junto com Olívia e Walter. 

Peter vai à casa de Olívia, ela diz que pediu comida no Damiano's e dá um beijo nele, deixando-o perplexo. Este foi um óltimo gancho para o episódio seguinte, sem dúvida alguma.

No episódio 13 ('A Better Human Being') Olivia diz a Peter que o beijou por ser algo normal, que eles sempre fazem. É a Olivia recuperando as suas memórias da Timeline antiga com relação a Peter, voltando a ser a mesma Olivia de sempre. Beijar Peter era algo normal na Timeline original, mas não é nessa. São as memórias e lembranças da 'antiga Olívia' se sobrepondo às da 'atual Olívia'. Mas, Peter não se dá conta disso.

Olivia chega até a se lembrar de quando saiu com Peter, ele brilhou na sua frente e ela percebeu que ele era do Universo alternativo.

Olivia também consegue se lembrar de quando foi junto com Peter tirar Walter do hospital St. Claire. Ela vai à casa de Peter e diz se lembrar onde Walter dormia e da primeira vez quando ela e Peter fizeram amor (episódio '6B'). Ela também se lembra de William Bell, de Jacksonville, de ter ido para o outro Universo a fim de trazê-lo de volta. Ela se lembra dele entrando na Máquina e diz que se lembra dos dois e de TUDO. Walter a testa e comprova que ela se lembra de tudo o que aconteceu na Linha Temporal original.

No entanto, Olivia não se lembra direito de ter ido buscar Walter sozinha no hospital, o que aconteceu apenas na Timeline Reescrita.  

Isso mostra que as memórias antigas substituem, gradualmente, as novas. E a 'antiga Olívia' vai substituindo a atual, que vai morrendo aos poucos. 

No entanto, Peter se recusa a acreditar que esta é a 'sua Olívia' e diz que a Olivia atual não pode ter memórias de fatos que não viveu. Pode sim, desde que ela seja a mesma Olivia, que conviveu com o Peter-adulto na Timeline original, mas que se esqueceu disso porque ele foi apagado da mesma pelo September, e que tenha poderes típicos de uma Deusa. 

Quando analisa o comportamento das abelhas, Walter diz que elas se comunicam como se fossem uma só, a fim de garantir a sobrevivência da colméia. E diz que se os irmãos de Sean e ele estão conectados numa rede telepática, então eles podem ter desenvolvido uma identidade coletiva. Peter fica muito pensativo enquanto Walter diz tudo isso. Talvez ele pense que o mesmo pode ter acontecido entre esta Olivia e a sua Olivia.

Afinal, se todos os Walters, Olívias e Peter, de todas as Timelines, estiverem conectados, então eles possuem uma identidade coletiva, tal como as abelhas. É o Entrelaçamento Quântico (expressão que aparece na abertura de todos os episódios da quarta temporada), de caráter emocional, em ação. E o próprio Peter já havia dito que as mentes dos dois Walter são conectadas.

Portanto, é como se todos os Walters, Peters e Olivias fossem uma só. Aliás, é exatamente isso que diz a Física Quântica.

Walter descobre que Olivia está sendo submetida a testes com cortexiphan e diz que vai conversar com Nina sobre isso.

Será que William Bell está envolvido com a trama desta temporada? Assistam aos episódios finais da mesma e descubram...
Peter diz para Olivia que Walter está errado e que não está projetando as suas memórias em Olivia.

Olivia diz para Peter que já não sente medo... Será que isso já é efeito do cortexiphan que está sendo aplicado nela?

Interessante que, depois da morte do Dr. Owen Frank, Sean perdeu totalmente a conexão com os outros filhos dele que eram seus meio-irmãos.

No episódio, Peter diz que quando olha para Olivia ele sabe que é ela mesma. E se beijam. Enquanto isso, Walter prova do líquido vermelho da Massive e diz que não é cortexiphan e diz que o mesmo foi substituído. Nina fica surpresa, pois não foi ela que o retirou dali (claro que não... foi a Nina transmorfo da nova geração).

Olivia é sequestrada e é colocada presa junto com uma Nina (que se revelará ser uma transmorfo).

O episódio 14 ('The End of All Things') foi excelente, à altura dos melhores da série.

Walter diz que Olivia está agindo estranhamente porque teve cortexiphan injetado nela, segundo afirmou Lincoln.

Isso é estranho, porque o cortexiphan serve para Olivia desenvolver poderes e habilidades, mas parece que ele ativa a memória dela de tal maneira que ela consegue se apossar das memórias de outra pessoa, como está ocorrendo ultimamente, mesmo que seja de uma outra Timeline. 

Particularmente, penso que ela age estranhamente porque ela se tornou a mesma Olivia da Timeline original e a medida em que convive com Peter na atual Timeline, ela vai relembrando tudo o que viveu ao lado dele anteriormente, e essas memórias vão apagando as atuais, nas quais o Peter jovem-adulto não existiu.

No episódio confirma-se que a Nina que está presa junto com Olívia é um transmorfo.
Isso ocorre porque antes, para se fazer um transmorfo, o ser humano que iria ser substituído pelo transmorfo tinha que ser morto. Agora, isso não é mais necessário.

Afinal, como Jones não matou a Nina Sharp verdadeira e, mesmo assim, fez um transmorfo dela? E como isso é possível?


'Fringe' inspirou os fãs da série. 
Hipótese: Será que depois que teve acesso ao Serum feito pelo Dr. Truss, Jones descobriu uma maneira de construir Metamorfos sem precisar matar ninguém e, daí, teria feito uma cópia de Nina através da obtenção, por exemplo, do seu DNA? Afinal, Peter disse que os novos metamorfos são idênticos aos seres humanos, até o último filamento de DNA e que somente uma cirurgia que retirasse o seu disco de memória poderia comprovar o contrário.

De fato, é exatamente isso que acontece, agora, na Timeline Reescrita. 

Olivia diz para Jones que já o viu morrer, na Timeline anterior, é claro. Isso mostra que as memórias dela são iguais às da Olivia anterior e que isso não se refere apenas ao Peter, mas a tudo e a todos.

Portanto, a tese de Walter, de que Peter é que está influenciando Olívia e fazendo com que ela passe a ter as mesmas memórias dele, a respeito dela, é errada. Se bem que tudo indica que isso é uma referência ao filme 'Solaris', no qual um ser alienígena assume a forma humana de uma mulher morta e passa a ter as memórias e lembranças que o ex-marido tinha a respeito dela. Assim, o Alienígena se torna a mulher que o ex-marido imaginava ou lembrava que existia em suas memórias e não a pessoa que ela tinha sido, de fato.

Jones assume que foi o responsável por injetar cortexiphan em Olivia. E ele diz que as anotações de Walter eram claras e que Olivia desenvolvia as suas habilidades sempre sob o efeito de fortes emoções.

Em um local público, December se encontra com outros três Observadores e pergunta se eles já encontraran September. Um deles pergunta a December porque September não seguiu as instruções dele, December, e deixou de apagar Peter dessa Linha Temporal. December diz que somente September pode responder isso, caso seja o responsável pelo retorno de Peter a esta Timeline (Não é... Afinal, até o próprio September ficou surpreso com o retorno de Peter).

Assim, nem mesmo December e os demais Observadores sabem quem foi o responsável pela volta de Peter.

September interviu em favor de Peter, em várias oportunidades, e teve várias chances de consertar isso, mas não o fez. December diz que September terá que aparecer e, quando isso ocorrer, ele sofrerá as consequências.

Walter fala sobre palimpsesto, que é um texto escrito sobre outro, que foi apagado, tal como se grava algo em cima de outra gravação, apagando a anterior.

Para mim, é exatamente isso que está acontecendo e, na Olívia, esse processo é mais rápido do que em Walter e nos demais porque ela está sendo injetada com o cortexiphan, que acelera este processo à medida que ela vai convivendo e se envolvendo cada vez mais com Peter, com o qual teve um intenso romance na Timeline anterior e com o qual está cada vez mais envolvida, romanticamente, na atual Linha Temporal.

Tudo isso, somado, deve acelerar a recuperação muito mais rápida das suas lembranças sobre Peter. Como disse Broyles, as marcas que Peter deixou na alma de Olívia são muito mais fortes do que nos outros.

Jones testa Olívia e mostra pequenas luzes que ela terá que acender... Antes que ele explique, ela diz que já fez isso anteriormente (na verdade, na Timeline original ela apagou as luzes, em vez de acendê-las) e que o objetivo dele é que ela desenvolva a habilidade de atravessar Universos. Jones diz à Olivia que ela não sabe nada sobre o verdadeiro potencial de suas habilidades.

Muitas das luzes são pequenos sinos... Olha o Bell aí.

Peter diz para Walter que Jones deve estar ativando Olivia com o mesmo objetivo que o Jones da sua Timeline tinha e September confirma isso, ao aparecer no laboratório, ferido mortalmente .

O Observador possui fisiologia semelhante à humana e chega ferido ao local.

Olivia diz para a falsa Nina que seus poderes são ativados sempre que ela sente medo pelos outros, mas não por ela mesma. Olivia diz que não se lembra muito da sua relação com Nina, por causa do cortexiphan, e daí porque seus poderes não estão sendo ativados mesmo com ela sendo torturada.



As duas Olívias não se gostavam no início. Mas depois a história começou a mudar...
Discordo deste comentário da Olívia. Entendo que as lembranças da Olivia da Timeline anterior estão se impondo sobre as da atual, que estão desaparecendo, como se fosse um palimpsesto, como disse Walter, ou como uma gravação feita sobre uma anterior, como disse a Astrid. 

E como na Timeline anterior Nina e Olivia nunca viveram juntas, apenas na atual, então isso explica porque ela não se lembra de quase nada de sua vida com a atual Nina, mas se lembra do que viveu com Peter e do que aconteceu com Jones na mesma.

Mas o mais provável, mesmo, é que a Olivia ficou desconfiada dessa Nina e decidiu saber mais sobre ela, pedindo para que ela relembrasse como se conheceram, entre outros detalhes, incluindo a lembrança de quando foi que ela, Olívia, a chamou de Nina pela primeira vez.


A falta de conexão emocional dela com esta Nina é que deve ter feito Olivia desconfiar da mesma. Afinal, como é que uma mulher que foi uma espécie de Mãe substituta para ela é torturada e ela, Olívia, não sente nada? Ela deve ter concluído que essa Nina era falsa e daí ela 'jogou verde para colher maduro' e deu certo.

Olivia descobriu sobre a falsa Nina e daí disse que somente com Peter por perto é que as suas habilidades se desenvolveriam totalmente. Aí, novamente, ela 'jogou verde para colher maduro', contando que Jones iria atrás de Peter e que acabaria por levá-lo para onde ela estava.

Peter pede a Walter que o conecte com o cérebro de September, antes que ele morra, para descobrir onde Olivia está. September diz a Peter que eles são humanos do futuro, que evoluíram muito tecnologicamente. Eles são um dos incontáveis possíveis futuros da humanidade. Eles viajam ENTRE e FORA do tempo e, assim, podem observar os seus começos.

O Observador diz que Peter é importante e que ele deveria ter se casado com a Olivia cortexiphada, com quem deveria gerar um filho, Henry e que, gerações depois, poderia vir a dar origem aos próprios Observadores, ou seja, a uma Humanidade altamente evoluída.

Logo, se os Observadores existem é porque isso já aconteceu em outra Timeline, certo?

O Observador diz que ao ter voltado para esta Timeline, Peter terá a chance de consertar as coisas. A Olivia da Timeline original é a Escolhida, porque ela é cortexiphada e, por isso, somente ela poderia gerar essa Humanidade altamente evoluída que é a dos Observadores.

O Observador disse que iria pedir ao Peter que fizesse uma coisa por ele, mas não teve tempo de dizer o que era e que precisava apenas voltar para casa se ele  quisesse encontrar Olivia. O Observador some da mesa, repentinamente.

Peter volta para a sua casa, mas é atacado e levado para o local em que Olivia está presa. Ele é ameaçado e ela usa dos seus poderes para acender lâmpadas, jogar raios e matar Leland. Jones e a falsa Nina vão embora. Antes, Olivia desmascara a falsa Nina, dizendo que foi na formatura que ela a chamou de Nina pela primeira vez. 

Olivia fica cansada, pois gastou muita energia fazendo tudo isso.

Logo, somente quando viu Peter sob perigo é que os seus poderes vieram à tona.

Jones diz para Olivia que ela fez uma bela apresentação e que o seu amor por Peter deve ser bem profundo. Ele diz isso porque percebeu que foram os sentimentos de Olívia por Peter que ativaram os poderes dela daquela forma tão intensa. 

E mesmo levando um tiro de Olívia, Jones conseque atravessar para o outro Universo, o que um efeito dele ter atravessado tantas vezes de um Universo a outro.

O elenco de 'Fringe' na quarta temporada. 
Peter diz para Olivia que ela tem as memórias da sua Olivia ou tem as memórias que ele tem da sua Olivia (olha a referência a 'Solaris' aí, novamente...), mas não é a sua Olivia. Esta se encontra na sua Timeline, esperando por ele. Ele diz que viu nela aquilo que queria ver e que Walter irá consertar o que há de errado com ela. Olivia diz que está apaixonada por ele e que não quer perdê-lo. Ela pergunta para onde ele está indo. Peter responde: 'para casa. Preciso voltar para casa'.

Aparecem as cores azul, vermelha (que representam os dois Universos da Timeline original) e verde (que representa a Timeline Reescrita, com os dois Universos interligados).

Olivia fica arrasada.

sábado, 10 de março de 2012

'Fringe' e os mistérios da 4a. temporada! - Parte 2! - por Marcos Doniseti!

'Fringe' e os mistérios da 4a. temporada - Parte 2! - por Marcos Doniseti!


A trapalhada de September

por Leonardo Augusto: "Ai é que está...Não sabemos como as coisas aconteceriam sem essa trapalhada do September ali, talvez não precisasse de nenhuma intervenção de Observadores pra Peter e Olívia se conhecerem e se apaixonarem!! Como já disse, se o Destino deles for esse, iria acontecer de algum jeito...".


Realmente, Leonardo, isso que você afimou é perfeitamente possível.

Mas, digamos, hipoteticamente (é claro), que o Walternativo curasse o Peter-Alt. Este cresceria no Universo-Alt e, logo, o Walter não se sentiria impelido a atravessar o portal entre os Universos para salvar Peter, pois o Peter-Alt estaria curado. Não haveria necessidade da travessia alguma, certo?

Daí, em circunstâncias normais de temperatura e pressão, o mais provável é que o Peter acabasse por conhecer a Olivia-Alt e jamais viesse a conhecer a Olivia (aquela que ela chama de a 'a minha Olívia') e que geraria o Henry 'correto'.

Oras, Peter conviveu com a Olivia-Alt e se apaixonou por ela, tanto que até geraram um filho, Henry, mas que (de acordo com os planos de September) é o 'filho errado', pois não terá poderes especiais, já que a Olivia-Alt nunca foi submetida aos testes com o Cortexiphan, e portanto não irá dar origem, futuramente, aos Observadores.

Então, provavelmente, o September teria que interferir, sim, de alguma forma nessa história. Ele poderia (em tese, é claro) provocar algum acidente com a Olivia-Alt, matando-a ou deixando-a em péssimo estado de saúde, e inviabilizando, assim, um eventual relacionamento dela com o Peter-Alt.

E daí, Walter e Bell (devidamente 'estimulados' pelo September), poderiam sequestrar Peter-Alt, trazê-lo para o Universo Azul, no qual ele conheceria a Olivia e, tchan-tchan-tchan, o Henry 'correto' seria gestado.

Penso que, em algumas circunstâncias, o Destino precisa de um empurrão para ser confirmado. E o September se encarregaria de fazê-lo, é claro.

   
David Robert Jones e os cientistas que desejam ser Deus 


por Leonardo Augusto: "September foi claro ao dizer que eles são Humanos Evoluidos de outra
Timeline...Ou seja, não são daquela Timeline als  em que Peter está
agora!! Mas pode ser da Timeline Original, das Primeiras Temporadas, a
qual Peter teria que voltar, no caso..."


Tenho minhas dúvidas se os Observadores são da Timeline original (aquela que vimos nas 3 primeiras temporadas). Sabe porque?

É que se isso fosse verdade, então quando o September apagou Peter, ele estaria apagando aos próprios Observadores daquela mesma Timeline, certo?

Logo, penso que existem duas possibilidades:

A) Eles devem ser de outra Timeline, distinta tanto da atual, como daquela dos 3 primeiros anos da série (isso se estas Timelines não forem a mesma, é claro);

B) Ou então eles evoluíram tanto que não estão mais presos a nenhuma Timeline específica, tornando-se independentes delas.

Porém, como toda espécie que se preze, eles querem se expandir e procuram existir no maior número possível de Timelines. Mas, eles procuram fazer isso sem interferir no Destino dos habitantes destas Timeline, que foi o que o September fez no final do 3o. ano.

E isso talvez explique as ações do September de estar sempre salvando o Peter-Alt, porque ele é o único que poderá gerar um Henry poderoso, já que o outro Peter morreu. September quer garantir a existência dos Observadores em todas as Timelines possíveis e imagináveis.


Os Observadores e os seus Princípios



por Leonardo Augusto: "Se todos têm as mesmas capacidades, vêem da mesma Timeline, podem
transitar por elas, além de se moverem pelo passado e futuro de qualquer
uma...Não sei dizer pq somente September teria tal informação vital
sobre a Origem de sua própria Raça!!".



Outra possibilidade, Leonardo, é que todos os Observadores conhecem a origem do seu povo, mas eles  respeitam totalmente o princípio da Não-Intervenção nos assuntos alheios, ou seja, na vida dos outros povos e humanidades.

Já o September, talvez, seja mais flexível, menos dogmático quanto a esse aspecto, e se disponha a intervir mais quando julgar necessário. Ele seria menos ortodoxo do que os demais Observadores.

E isso ajudaria a explicar porque ele intervém tanto no rumo dos acontecimentos.

Daí, quando os outros descobriram o que ele fazia, o forçaram a corrigir o seu erro, apagando o Peter, mesmo à custa da não-existência dos Observadores naquela Timeline específica.

Os outros Observadores seriam mais apegados aos princípios do seu povo e prefeririam sacrificar a sua própria existência numa determinada Timeline do que abrir mão destes princípios.

Porém, como você observou muito bem, esse apego aos princípios por parte dos Observadores, no caso específico da não-existência do Peter, poderia gerar um desequilíbrio, obrigando alguma Força ainda mais poderosa do que os Observadores a intervir para restaurar o equilíbrio do Multiverso. 

Resta saber se esta Força realmente existe e se ela irá aparecer em Fringe ainda nesta 4a. temporada.

Aliás, será que essa Força poderia ser... Deus?

Link:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=32460255&tid=5712790005337746003&na=2&npn=11&nid=

'Fringe': Peter já encontrou a 'sua Olivia', mas ainda não sabe disso! - por Marcos Doniseti!

'Fringe': Peter já encontrou a 'sua Olivia', mas ainda não sabe disso! - por Marcos Doniseti!
Demorou um pouco, mas Peter cedeu aos encantos da Olívia da Timeline Reescrita, que absorveu as memórias da Olívia da Timeline Original, tornando-se a mesma.

Vivs: “Eu acredito que está é a Olivia certa”.

E você está certa.

Sabe porque? Simples: A Física Quântica explica.

Uma das frases de abertura de 'Fringe' nesta quarta temporada é 'Entrelaçamento Quântico'. E o que é isso?

No livro 'O Tecido do Cosmo', do físico teórico Brian Greene, ele diz o seguinte a respeito do assunto: “É possível haver um vínculo instantâneo entre coisas que ocorrem em pontos muito distantes um do outro”. 

Na sequência, Greene afirma que “Conexões quânticas a longa distância podem superar a separação espacial. Dois objetos podem estar bem separados no espaço, mas do ponto de vista da mecânica quântica, é como se fossem uma única entidade”.

Então, levando isso em consideração, existe apenas UMA Olívia em todos os Universos e em todas as Timelines. É claro que há diferenças de personalidade entre elas, que refletem história de vida distintas, de escolhas diferentes que elas fizeram.

Assim, por exemplo, a Olivia desta quarta temporada é cortexiphada, enquanto que a Olívia-Alt não é.

Mas elas são a mesma Olívia.

Talvez seja por isso que a Olívia desta temporada tenha muitas das memórias da Olívia das três primeiras temporadas. E é bem mais do que evidente que elas, de fato, passaram por muitas experiências de vida semelhantes, até porque ambas são cortexiphadas e foram testadas quando crianças.

Aliás, é muito mais difícil descobrir o que elas não tem em comum. Talvez uns 90% da história de vida delas sejam semelhantes.

Logo, como o 'Entrelaçamento Quântico' é um dos principais conceitos desenvolvidos pela série nesta temporada, me parece mais do que óbvio que há uma conexão entre todas as Olívias, de todas as Timelines.

A Olívia-Alt é muito diferente da Olívia do Universo Azul das duas Timelines porque ela nunca foi testada por Bell e Walter e tampouco foi cortexiphada. Se tivesse passado por essas experiências, ela seria muito semelhante às outras 'duas' Olívias (à das três temporadas iniciais e a da atual).

Então, se todas as Olívias são apenas uma, o que interessa saber (na trama que se desenvolve atualmente no seriado) é que a Olívia desta temporada é plenamente capaz de gerar uma descendência que absorva parte dos seus poderes, pois ela é cortexiphada e tem muitos poderes, como já ficou claro.

Logo, o Peter-Alt está perdento tempo com essa história de ter que voltar para a 'sua Olívia' para a sua Timeline. Isso é totalmente desnecessário. E é impossível, também, porque a Timeline Original foi destruída no episódio final da terceira temporada ('The Day We Died' - 3X22). 

A 'sua Olívia' é a atual e ele não precisa voltar para lugar algum, pois existe apenas UMA Olívia, independente do Universo ou da Timeline na qual ela exista.

Todas as Olívias são uma só e em todos Universos e Timelines existentes, e nas quais o Peter também existe, eles irão se apaixonar. Sempre. A não ser que um deles morra na adolescência. 

Afinal, 'Destino é Destino', embora ele precise de alguns empurrões de vez em quando para ser confirmado.

Então, está explicada a frase dita pelo September, para o Peter, de que ele precisava voltar 'para casa'.

A casa em questão não era outro Universo e nem outra Timeline, mas a casa para a qual o Peter foi, ou seja, para a sua residência, e na qual ele foi golpeado pelos homens de Jones e que, depois, o levaram para o local no qual a Olivia se encontrava prisioneira de David Robert Jones.

O principal, na trama atual, não é saber em qual Universo ou Timeline a Olivia vive, mas que a Olivia atual é cortexiphada e que, portanto, possui poderes semelhantes aos da Olívia da Timeline Original, incluindo o de se lembrar dos fatos que ocorreram na Timeline anterior. 

September tinha conhecimento de tudo isso e foi em função disso que ele disse para Peter ir 'para casa'.

Assim, Peter ainda não sabe, mas ele já está 'em casa' e já encontrou a 'sua Olívia'.

Link:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=32460255&tid=5712790005337746003&na=2&npn=11&nid=

Trailer - On The Road (direção de Walter Salles)!

Fringe Music Video: Ror-Shak - "A Forest" (do The Cure)!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Fringe e os mistérios da 4a. Temporada! - Parte 1 - por Marcos Doniseti!

Fringe e os mistérios da 4a. Temporada! - Parte 1 - por Marcos Doniseti!


 Por Leonardo 'Jerry' Augusto (da comunidade do Orkut, 'Fringe Brasil'):

“Se Cortexiphan ajuda a ativar o potencial total do cérebro humano, de onde vêm os poderes, e os Observadores são humanos, ainda que evoluidos, seus Poderes tb não são "sobrenaturais", pelo contrário, demonstraria todo potencial que um Humano pode chegar!! Quem melhor pra dar origem a esses Humanos Evoluidos do que Henry, filho de Peter de outro Universo com Olívia já Cortexiphada Poderosa, sem contar que Peter tb passaria o gene do Walter com ele, toda a inteligência e sagacidade...”.

Se tudo isso estiver correto (e penso que está), então em algum momento September teria que interferir na vida de Peter-Alt, mesmo que este fosse curado pelo Walternativo. Ele teria que fazer isso para que o mesmo viesse a conhecer a Olivia Cortexiphada. Somente assim eles poderiam gerar Henry (o 'pai de todos os Observadores do futuro').

Henry seria uma espécie de Adão, que daria origem a humanos muito mais evoluídos e que desembocariam na criação dos Observadores.

Aliás, isso explicaria porque September estava no laboratório a fim de conferir, com os seus próprios olhos, o Walternativo encontrando a cura de Peter-Alt. Ele sabia, e talvez apenas ele soubesse disso entre os Observadores , o quanto Peter-Alt seria importante para a criação dos Observadores nesta Linha do Tempo, já que o Peter do outro Universo havia morrido.

Se Peter-Alt também morresse, os Observadores não existiriam nesta Linha do Tempo e a Humanidade não desenvolveria todo o seu potencial em conhecimento, sabedoria, tecnologia e em sabe-se lá o que mais. Assim, ela seguiria um rumo completamente diferente.

Com Peter-Alt curado, September levaria adiante a segunda fase de seu plano pré-elaborado:  De alguma forma, ele poderia induzir, sem interferir diretamente, para que Olivia Cortexiphada e Peter-Alt se conhecessem, a fim de que eles pudessem se apaixonar, se casar e gerar Henry que, zilhões de anos depois, levaria à criação dos Observadores nesta Linha do Tempo específica.

Assim, de qualquer maneira, ele teria que, em algum momento, 'interferir' na vida de Peter-Alt e da Olivia Cortexiphada para que os dois pudessem se unir e gerar Henry.

Tudo isso explicaria uma série de fatos, como:

1) Porque ele, September, recusou-se a apagar Peter-Alt desta Linha do Tempo; Sem Peter-Alt seus planos irão por água abaixo;

2) E isso também deixaria claro que September teria sido o grande responsável pela volta de Peter-Alt a esta Linha do Tempo;

3) Os demais Observadores descobriram isso e o mandaram apagar Peter-Alt desta Linha do Tempo;

4) September recusou-se a obedecer e isso explicaria o motivo dele ter sido punido pelos demais Observadores.

De certa maneira, Peter-Alt e Olivia Cortexiphada são o José e Maria que deveriam gerar o 'Cristo' (Henry) que permitirá que a  Humanidade se desenvolva plenamente. E o September é o João Batista que prepara o caminho para que isso aconteça.

Teoria sobre as ações do September


Digamos que os Observadores (ou seja, a Humanidade altamente evoluída do futuro) surjam e se desenvolvam, em uma determinada Linha do Tempo, apenas quando Peter e uma Olivia Cortexiphada se casam e geram um filho (Henry) que será muito mais evoluído e do qual irá surgir, milhões de anos depois, os Observadores.

Mas, na Linha do Tempo que vimos nas três temporadas iniciais (e que, tudo indica, é a mesma da quarta temporada) tudo apontava para a inexistência dos Observadores.

Nesta Linha do Tempo, eles nunca iriam surgir, pois Peter morreu no Universo Azul e o Peter-Alt também iria morrer no Universo Vermelho se o September não tivesse interferido, salvando-o e a Walter no lago congelado.

Sem Peter, não há como, é claro, gerar o Henry. E sem o Henry, os Observadores não existirão nesta Timeline. Isso explicaria as ações do September, sempre procurando salvar Peter.

Quanto ao 'sumiço' do Peter no final da terceira temporada, aquela foi uma ação determinada pelo December, e pelos demais Observadores, ao September, para que ele apagasse o Peter da história, pois o mesmo não deveria existir nesta Linha do Tempo.

O Peter adulto somente existe, nesta Linha do Tempo, porque o September, violando uma regra sagrada para os Observadores (de não interferir no destino das pessoas que observam), o salvou no lago, bem como ao Walter.

Daí, os demais Observadores forçaram September a apagar o Peter. E quando este o fez, ele falou para o December que o 'Peter nunca existiu' em um tom claro de submissão, como se tivesse cumprido uma ordem e dizendo 'Está vendo... Já consertei o meu erro'.

Então, como o Peter voltou para esta Linha do Tempo  agora, nesta quarta temporada,?

Uma possibilidade é que isso seria fruto de alguma ação clandestina do September, arrependido de ter apagado Peter. Talvez o September tenha, digamos, se apegado fortemente ao Peter e à Olivia (depois de tantos anos acompanhando a vida dos dois, e também a de Walter) e por isso o September foi punido.

Agora, muito provavelmente (e caso esta teoria esteja correta, é claro), veremos os demais Observadores tentando, de alguma maneira, anular Peter e este lutando para não apenas sobreviver, mas para voltar à realidade em que existe 'a sua Olivia'. E ainda ele terá que se ocupar em combater os planos de David Robert Jones, mais ativo do que nunca.

Aliás, que planos seriam esses, do Jones? Algumas possibilidades seriam:

A) Ele descobriu os planos dos Observadores, de apagar Peter, e decidiu combatê-los.

Por isso é que Jones estaria ativando 'essa Olivia', que é cortexiphada e, portanto, poderia gerar o Henry, sim. Essa ativação, e a convivência com Peter, estaria interferindo nas memórias de Olivia, que passariam a ser as mesmas da Olivia do terceiro ano, da Timeline original, de maneira a fazer Peter acreditar que ela é a 'sua Olivia'.

Mas isso não deu certo, pois Peter já percebeu que 'essa Olivia' não é a 'sua Olivia'.

Jones tenta salvar Peter. O problema são os métodos, brutais e violentos, dos quais ele faz uso. Ele não tem escrúpulos.

B) De alguma forma, Jones saberia que uma união entre Peter e Olivia cortexiphada iria gerar Henry, ou seja, um filho muito mais evoluído e que daria origem a uma Humanidade altamente desenvolvida. Talvez o Jones queira criar um Henry nesta Linha do Tempo, com o objetivo, talvez, de utilizá-lo para os seus próprios propósitos posteriormente.

Jones poderia tentar criar uma Humanidade 'à sua imagem e semelhança'.

Jones é mais um da linhagem de cientistas que querem 'ser iguais à Deus' (o Walter e o Bell das 3 temporadas iniciais também eram assim).

Com tudo isso, tenho certeza de que teremos ótimos episódios de 'Fringe' na reta final da 4a. temporada.

Peter e o retorno para a 'sua Olívia'


Não penso que Peter deseje voltar para o Universo azul, no qual conviveu com Walter e Olivia, nas três primeiras temporadas, para viver no mesmo.

O que ele quer, de fato, é voltar para Olivia, mas não para este Universo.

Depois, voltando com Olivia, penso que ele tentaria, novamente, criar uma outra realidade, na qual ele e Olivia poderão ficar juntos, pois no Universo Azul, no futuro, já vimos que:
 ,
A) O mesmo será destruído;

B) Olivia será assassinada pelo Walternativo.

Assim, sua permanência no Universo Azul seria apenas transitória, ficando tempo suficiente para pegar Olivia e ir embora com ela e, talvez, Walter.

Link:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=32460255&tid=5712790005337746003&na=2&npn=10&nid=

sábado, 3 de março de 2012

No Chile, Roger Waters estreia turnê sul-americana de ‘The Wall’ para estádio lotado!

Roger Waters estreia ‘The Wall’ para estádio lotado, no Chile - por Marcos Bragato, do Rock em Geral

Ex-integrante do Pink Floyd dedica o show ao ativista político chileno Víctor Jara, e cita o brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado pela polícia britânica, em 2005; músico faz segundo shows hoje, em Santiago, e chega ao Brasil no final do mês. Foto: La Tercera.

rogerwaterschile

Aconteceu ontem (2/3), em Santiago, no Chile, o primeiro show da turnê sulamericana “The Wall”, de Roger Waters. O ex-baixista do Pink Floyd tocou para um público estimado em 45 mil pessoal, no estádio Nacional.

Durante a apresentação, Waters dedicou o show ao do ativista político chileno Víctor Jara, assassinado pela ditadura nos anos 1970, como símbolo de todos os desparecidos no período. Ele ainda citou o brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado por engano pela polícia britânica em Londres, em 2005.

Durante o espetáculo, que tem um intervalo de cerca de 20 minutos, um muro gigante é construido à frente do palco, deixando todos os músicos ocultos atrás dele. Na música “Another Brick in the Wall Part 2″, um grupo de crianças chilenas subiu ao palco para cantar o refrão “We don’t need no education / Teachers leave the kids alone”. O artifício deve se repetir também nos shows no Brasil.

“Mother”, um dos pontos altos do show, é cantada junto com um versão da música exibida nos telões, gravada no Earls Court de Londres, em 1980. Além do conteúdo político, Waters ataca várias religiões durante “Good Bye Blue Sky”. Os telões também exibem as famosas cenas protagonizadas por Bob Geldof no filme “The Wall”, de Alan Parker.

“Comfortably Numb”, música que, num show em Londres, no ano passado, teve a participação dos outros integrantes do Pink Floyd, é cantada por toda a multidão. No final da apresentação o músico, que fez contatos com a líder dos estudantes chilenos, Camila Vallejo (veja aqui), e com o presidente Sebastián Piñera, disse estar a favor da causa estudantil no Chile. Hoje, Waters faz o segundo show em Santiago, no mesmo local. As informações são do site do diário chileno “La Tercera”.

A turnê “The Wall” chega ao Brasil por em Porto Alegre, no estádio da Beira-Rio, no dia 25/3; passa pelo Rio de Janeiro, no estádio do Engenhão, dia 29/3; e tem em São Paulo, no estádio do Morumbi, duas apresentações, nos dias nos dias 1 e 3/4. Veja os detalhes de cada cidade nesse endereço.

Detalhes da turnê

Na turnê “The Wall” o ex-baixista do Pink Floyd toca pela primeira vez, ao vivo, no Brasil, a íntegra do álbum de mesmo título, grande clássico do grupo, lançado em 1979, e que ganhou as telas do cinema com o diretor Alan Parker. Para o show, Roger Waters desenvolveu imagens dinâmicas para ilustrar a história e as canções, à frente de um muro com mais de 137 metros de largura, que forma um telão.

Um dos grandes O momentos do show é o “Fallen Loved Ones”, quando fotografias e histórias de pessoas que perderam a vida em guerras, incluindo o pai de Waters, são apresentadas no telão. Entre os homenageados está o brasileiro Jean Charles de Menezes, morto no metrô de Londres em 2005.

A turnê norte-americana de “The Wall”, em 2010, foi a mais lucrativa em arenas fechadas nos Estados Unidos, arrecadando US$ 89,5 milhões de dólares em 56 shows. A perna europeia da turnê foi tão bem sucedida quanto à americana, com 64 shows realizados em 2011, incluindo as seis datas na O2 Arena, em Londres. Uma delas contou com a presença dos ex-membros do Pink Floyd, David Gilmour e Nick Mason.

Antes da atual turnê, “The Wall” foi realizado ao vivo pelo Pink Floyd apenas 29 vezes, entre 1980 e 1981, como parte de divulgação do álbum. Em julho de 1990, onde Roger Waters celebrou a queda do muro de Berlim em uma performance que atraiu quase meio milhão de fãs à Potsdamer Platz.
Esta é a terceira vez de Roger Waters no Brasil.

Antes, ele se apresentou em 2002 e 2007 - veja como foi no Rio. Desde de setembro, toda a discografia do Pink Floyd foi relançada em ediçoes especiais - veja mais aqui.


Números do espetáculo

137 metros de largura por 11 de altura e 5,5 de profundidade é o tamanho da parede
424 tijolos, que serão reciclados após o uso, são utilizados
45 minutos é o tempo para construir o muro
12 pessoas da produção do artista e 8 pessoas das produções locais constroem o muro
27 motores elétricos
32 quilômetros de cabos elétricos, incluindo iluminação, som e potência
172 alto-falantes
23 projetores
9 metros é o diâmetro da tela circular
10 metros é a alturas dos bonecos infláveis
55 toneladas é o peso de todo o cenário
21 caminhões

Set list completo

Parte 1

1- In the Flesh?
2- The Thin Ice
3- Another Brick in the Wall Part 1
4- The Happiest Days of Our Lives
5- Another Brick in the Wall Part 2
6- Mother
7- Goodbye Blue Sky
8- Empty Spaces
9- What Shall We Do Now?
10- Young Lust
11- One of My Turn
12- Don’t Leave Me Now
13- Another Brick in the Wall Part 3
14- The Last Few Bricks
15- Goodbye Cruel World

Parte 2

16- Hey You
17- Is There Anybody Out There?
18- Nobody Home
19- Vera
20- Bring the Boys Back Home
21- Comfortably Numb
22- The Show Must Go On
23- In the Flesh
24- Run Like Hell
25- Waiting for the Worms
26- Stop
27- The Trial
28- Outside the Wall

Link:

http://www.rockemgeral.com.br/2012/03/03/roger-waters-estreia-the-wall-para-estadio-lotado-no-chile/

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dashiell Hammett: o escritor que levou o crime à rua!

Dashiell Hammett: o escritor que levou o crime à rua - por Albano Matos, do DN Artes



Quando morreu, na manhã de 10 de Janeiro de 1961, Dashiell Hammett já não publicava um livro desde 1934. Era respeitado nos meios liberais americanos, por ter enfrentado as acusações de "conspirador vermelho" do comité McCarthy (o que lhe valeu seis meses na prisão a limpar latrinas). Os seus herdeiros na literatura americana consideravam-no o "pai"do moderno romance policial e tentavam seguir-lhe o exemplo.

A sua obra (cinco romances e dezenas de pequenas histórias que publicou na revista Black Mask) está a ser reavaliada em vários países. Em França, uma editora, a Omnibus, acaba de reunir as 65 novelas num só volume, Coups de Feu dans la Nuit.

A grande importância de Hammett deriva sobretudo do facto de ele ter levado o crime (e a literatura que dele fazia o seu elemento central) dos salões em que os autores clássicos do género o tinham encerrado para as ruas, onde ele realmente acontecia na vida real. Do vaso veneziano para as valetas - como descreveria, mais tarde, Raymond Chandler, o outro autor fundamental do género. Devolveu o assassínio ao tipo de pessoas que o cometem por um motivo e não apenas para providenciar um cadáver.

Eram os tempos dos gangsters, da lei seca, da corrupção desenfreada nas entidades oficiais e nas grandes corporações. Hammett procedia a uma anatomia social do crime, em que o assassínio e o cadáver (o primeiro de muitos) com que iniciava a narrativa eram, muitas vezes, apenas o pretexto para descrever uma sociedade violenta, cínica e sem esperança.

Cínicos e sem esperança eram os seus protagonistas: o detective da Continental, primeiro, Sam Spade, depois. Este, que seria encarnado no cinema por Humphrey Bogart, era um homem desencantado, que abusava do tabaco e do álcool, de poucas (e medidas) palavras, frio e duro. O tipo de características necessárias para enfrentar os poderosos com que tinha de lidar sempre que um cadáver lhe saía ao caminho. Violento também, mas com as marcas da violência sofrida também a marcar-lhe o rosto e o corpo. E um código de honra inabalável.

A escrita de Hammett tinha a mesma marca: frases secas e curtas, nada de adjectivos, nem de digressões poéticas, nem de desvios "literários". A prosa tão descarnada como a realidade desses tempos duros. Essa era, aliás, a característica que mais o distinguia de Raymond Chandler, que um dia aspirara a ser poeta e cujo protagonista - Philip Marlowe - se servia mais do humor (um humor sacrcástico, é verdade) que dos punhos. Curiosamente, ambos seriam interpretados no cinema por Humphrey Bogart, apesar de Chandler afirmar que o intérprete ideal de Marlowe era Cary Grant.

A secura e o desencanto seduziram gerações de autores e de leitores. A ponto de um dos mais importantes cultivadores do género nas últimas décadas, o espanhol Manuel Vázquez Montalbán, ter afirmado que "Dashiell Hammett é tão importante para a história da literatura americana como Hemingway ou Faulkner". Nem mais.

Link:
http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1753164&seccao=Livros&page=-1

Ross Macdonald: A saga do detetive Lew Archer!

A saga do detetive Lew Archer, de Ross Macdonald - por Renato Pompeu, do Diário do Comércio


Ross Macdonald: Um dos melhores escritors do romance policial. 
Os fãs em geral de literatura policial mista de ação e psicologia e em particular do detetive californiano Lew Archer, criação do escritor Ross Macdonald, pseudônimo literário do americano criado no Canadá Kenneth Millar (1911-1983), vão achar precioso o volume Os Arquivos de Archer, recém-publicado no Brasil pela Novo Século, que reúne contos publicados em vida de Macdonald e inéditos achados depois de sua morte. 

Archer se transformou em Lew Harper no filme Harper, com Paul Newman, pois o ator achava que nomes começados com a letra H davam sorte, e foi Lew Millar em uma série de televisão, além de propriamente Lew Archer em outras séries.

O nome Lew Archer é uma dupla homenagem a escritores que Macdonald apreciava: o Lew vem de Lew Wallace, criador do célebre personagem corredor de biga no antigo Império Romano, Ben-Hur. E o Archer lembra Miles Archer, sócio do detetive particular Sam Spade, este o principal personagem do famoso romance O Falcão Maltês, do escritor Dashiell Hammett. 
Como o próprio Macdonald, Archer é rebento de uma família californiana disfuncional, desfeita pelo abandono do pai e marido. No caso do detetive, isso o transforma num adolescente perturbado, que se torna um pequeno delinquente, mas é regenerado pela influência de um policial veterano. 

O próprio Archer se torna policial, em Long Beach, na Califórnia, mas se revolta com tanta corrupção que testemunha entre seus colegas e acaba sendo demitido. Na Segunda Guerra Mundial, serve como agente de contraespionagem do Exército dos Estados Unidos.
Tornado detetive particular, Archer atua nos chamados subúrbios em expansão então, nos anos 1950, no Sul da Califórnia, equivalentes aos chamados condomínios no Brasil, ou a bairros como Alphaville. 

Em termos de ficção policial, o criador Ross Macdonald e a criatura Lew Archer se inserem na longa transição efetuada a partir da primeira tradição do gênero, baseada no raciocínio lógico, dedutivo e indutivo, em que cérebros geniais como Sherlock Holmes, de Conan Doyle, e Hercule Poirot e Miss Marple, de Agatha Christie, deslindam tramas a partir de pistas, a tradição de textos literários policiais intelectualizados tipicamente ingleses, para a segunda tradição do gênero.
Nesta segunda tradição, com o gênero policial tornado tipicamente americano, o essencial são as ações físicas dos detetives durante suas investigações, particularmente procurando indivíduos desaparecidos ou objetos preciosos sumidos, muitas vezes envolvidos em lutas corporais violentas e em tiroteios. 

Tudo isso, porém, é finamente temperado por análises psicológicas mais ou menos profundas. Essa tradição foi iniciada por Dashiell Hammett e desenvolvida pelo famoso autor Raymond Chandler, em especial em seu personagem Philip Marlowe, que foi a primeira inspiração de Ross Macdonald.
Mas Lew Archer representa o ponto culminante dessa segunda corrente da literatura policial. Particularmente ele se caracteriza por se envolver em problemas das famílias que o procuram, normalmente para tentar localizar um filho ou uma filha que desapareceu e que talvez tenha morrido , possivelmente por assassínio. Archer muitas vezes descobre segredos de família que a grande maioria dos seus membros sequer sabia que existiam.
Como o próprio Archer, e como o próprio autor Macdonald, muitas vezes ele se depara, entre seus clientes, com famílias desajustadas pelo abandono de um cônjuge.
Depois de Lew Archer, a literatura policial americana passaria dessa fase "realista e psicológica", para uma fase "naturalista e brutal", que se especializaria em descrição nua e crua de cenas sanguinolentas ou de cadáveres muito machucados, como nos livros de Michaell Spillane. 

Em seguida viria a fase atual, mais visível nas séries de televisão, em que os antigos detetives particulares são substituídos pelas forças regulares da polícia, dando-se ênfase ao desenvolvimento tecnológico de seus laboratórios científicos e periciais tão avançados, e aos conflitos emocionais de investigadores, vítimas, assassinos e pessoas em volta.
Assim, se há pessoas nostálgicas da antiga fase intelectualizada da literatura policial, em que o principal é o raciocínio, há também pessoas que sentem saudades de detetives como Lew Archer, um homem de olhos azuis, triste, beberrão, sempre com saudades de sua ex-mulher Sue, e que bate perna em busca de pistas e de pessoas desaparecidas, que se envolve com os dramas sentimentais e familiares de seus clientes e do círculo de pessoas que os rodeia. 

Para esses leitores, Os Arquivos de Archer são um prato cheio.
Link:

Raymond Chandler: O Mestre do Romance Policial Noir!

RAYMOND CHANDLER - por Mayrant Gallo, do blog 'Infiltrados'



Se Dashiel Hammett criou o relato policial noir, foi no entanto Raymond Chandler quem lhe conferiu prestígio literário e artístico. 

Mesmo os leitores que não apreciam a literatura policial respeitam-no, como respeitam Georges Simenon, Patricia Highsmith, James M. Cain e David Goodis, autores que, apesar de sua opção pelo relato policial, não se limitaram às amarras do gênero. 

Como se cumprissem à risca uma hipotética cartilha ditada por Edgar Allan Poe ou Pablo Picasso, fizeram arte com a matéria que escolheram: impuseram-se um estilo, uma linguagem, uma dicção, de modo que, ao lermos o texto de um, sabemos que não estamos lendo o texto de nenhum outro. 

E não interessa se o entrecho policial é ou não é relevante; o que importa é como cada um desses escritores, a começar por Hammett, estrutura e molda suas histórias, e o efeito que extrai delas e que, durante a leitura, migra para a sensibilidade do leitor, que, assim, apreende um pouco mais da realidade à sua volta, sempre um enigma.

Nascido em Chicago em 1888, Raymond Chandler estudou na Inglaterra, França e Alemanha. Teve uma formação clássica, e isso muito colaborou para que ele deslocasse para o gênero policial uma linguagem que poderia, muito bem, estar a serviço de outro ramo da arte literária. 

Depois de saltar de uma para outra profissão (foi professor, revisor, soldado das forças canadense e britânica, contador, redator, executivo de uma empresa de petróleo e detetive particular, o que lhe conferiu larga experiência de vida e a desenvoltura necessária à sua representação realista do mundo), Chandler se estabeleceu na California, palco de seus contos e romances. 

Escreveu: O sono eterno (1939), O longo adeus (1953), Adeus minha adorada (1940), A irmãzinha (1949), A dama do lago (1943), Janela para a morte (1942), Playback (1958), dezenas de contos, espalhados por várias coletâneas, e Amor e morte em Poodle Springs, que deixou inacabado e foi concluído por Robert B. Parker. 

Também foi roteirista de Hollywood. Todos os seus romances foram levados ao cinema, tornando-se grandes clássicos do gênero noir.

Seu personagem Philip Marlowe, protagonista de seus romances, entrou para a galeria dos grandes detetives, ao lado do comissário Maigret, do padre Brown, de Sherlock Holmes, Hercule Poirot e Dupin.

Em 1956, com a morte da esposa, Chandler entregou-se ao álcool, o que certamente contribuiu para a sua morte, aos 71 anos, em 1959. Era, porém, um escritor admirado e respeitado, nos EUA e no mundo, e não apenas como autor de romances e contos policiais.