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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

A importância da Lei Rouanet e das Leis de Incentivo à Cultura para a Economia do Brasil!

A importância da Lei Rouanet e das Leis de Incentivo à Cultura para a Economia do Brasil! - Marcos Doniseti!

Sérgio Paulo Rouanet, secretário de Cultura do governo Collor, que criou a Lei de Incentivo à Cultura que leva o seu nome. Ele sempre foi um Liberal.

Lei Rouanet – Uma explicação resumida!

(Publicação especial para os bolsonaristas)!

É necessário explicar ao povo brasileiro em geral, o seguinte:

1) A Lei Rouanet (de número 8.313/1991) é criação do governo Collor, que foi da ARENA-PDS, partidos que apoiaram a Ditadura Militar. 

2) Antes da Lei Rouanet, existiu a Lei Sarney de Incentivo à Cultura (número 7.505/1986) que deixou de vigorar durante o governo Collor, em 1990, que a modificou, criando-se a Lei Rouanet em seu lugar.

3) A Lei Rouanet entrou em vigor em 23/12/1991, quando foi sancionada pelo então Presidente Fernando Collor. 

4) A Lei Rouanet tem esse nome porque o seu criador foi Sérgio Paulo Rouanet, que foi um intelectual defensor do Iluminismo. Ele era Liberal e nunca foi 'Esquerdista'.

5) A Lei Rouanet NÃO TIRA dinheiro do Orçamento. Então, como é que ela funciona?

Vamos explicar.

Ela apenas permite abater do Imposto de Renda a pagar, pelas empresas (públicas, privadas, de capital misto), o equivalente a 4% do valor do IR a pagar que tenha sido usado para apoiar projetos culturais, incluindo peças de teatro, orquestras, mostras, festivais, shows, museus, filmes de curtas e médias metragens, entre outros.

Exemplo: Se uma empresa terá que pagar R$ 10 milhões de Imposto de Renda e usa R$ 1 milhão para apoiar ou patrocinar projetos culturais, então ela poderá abater R$ 400 mil do IR a pagar (o que equivale a 4% dos R$ 10 milhões de IR a pagar). 

E os outros R$ 600 mil? Eles NÃO poderão ser abatidos. Contará como despesa e será incluído no IR a pagar pela empresa.

6) Assim, NENHUM CENTAVO sai do Orçamento Federal para apoiar ou patrocinar projetos culturais. O dinheiro do imposto de renda a pagar (limitado a 4% do total) deixa de entrar, mas não sai nada dos cofres públicos.

7) Informação Fundamental: O que o Governo Federal deixa de arrecadar com a Lei Rouanet, VOLTA PARA O GOVERNO SOB A FORMA DE IMPOSTOS.

8) Afinal, atividades culturais são, também, ATIVIDADES ECONÔMICAS, que movimentam a economia do país, gerando Renda e Empregos em inúmeros setores que prestam serviços para as atividades culturais: transportes, vestuário, alimentação, aluguéis, etc. Uma peça de teatro, um filme, uma orquestra, um museu, por exemplo, pode gerar centenas de empregos e por vários anos.

9) E sobre todas essas atividades econômica incidem IMPOSTOS (estaduais, federais, municipais...).

10) Assim, para cada R$ 1 que o Governo deixa de arrecadar com a Lei Rouanet, retorna para os cofres públicos o equivalente a R$ 1,60 centavos.

11) Logo, a Lei Rouanet é um ótimo negócio para o Governo, pois este arrecada 60% a mais do que deixa de arrecadar com a lei.

12) Além disso, estima-se que as Atividades Culturais (chamadas de Economia Criativa), como um todo, geraram 7,8 MILHÕES DE EMPREGOS EM 2023. E a remuneração média do setor foi R$ 4,5 mil, 50% maior do que a média salarial do país naquele ano, que foi de R$ 3 mil. 

Esses números inclui as atividades culturais que são beneficiadas por outras leis de incentivo à cultura, além da Lei Rouanet, como são as Leis Paulo Gustavo, de Audiviosual, Lei Aldir Blanc, etc).

13) E também é necessário lembrar que atividades artísticas e culturais contribuem para a formação de cidadãos bem informados, críticos e conscientes.

Aliás, é justamente por isso que a Arte e a Cultural são as principais vítimas de governos e setores intolerantes, que repudiam o Conhecimento. 

E não resta nenhuma dúvida de que a Arte e a Cultura são produtoras de Conhecimento, de vários tipos (históricos, artísticos, culturais, etc). 

Portanto, quem ataca a Lei Rouanet e as Leis de Incentivo à Cultura o faz porque têm ódio do Conhecimento. 

LINKS:

Setor Cultural gera 7,8 milhões de empregos no Brasil:

https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/setor-cultural-impulsiona-crescimento-e-geracao-de-empregos-no-brasil

Lei Sarney de Incentivo à Cultural

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2011/12/20/lei-sarney-foi-pioneira-no-incentivo-a-cultura

Lei Aldir Blanc torna-se política de Estado:

https://www.camara.leg.br/noticias/1154986-nova-lei-torna-politica-nacional-aldir-blanc-permanente/


Lei Rouanet – Governo arrecada 60% a mais do que deixa de arrecadar com a Lei:

https://blogfca.pucminas.br/colab/entenda-como-a-lei-rouanet-faz-a-cultura-acontecer-e-a-economia-crescer/



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

The Doors lança novo disco, com músicas gravadas no 'London Fog' em 1966! - Marcos Doniseti!

The Doors lança novo disco, com músicas gravadas no 'London Fog' em 1966! - Marcos Doniseti!
The Doors, na época em que se apresentavam no 'London Fog', em Los Angeles. 
O genial grupo The Doors, um dos mais importantes e influentes da história do Rock, começou a sua carreira musical tocando em um nightclub de Los Angeles chamado 'London Fog'.

Eles foram a 'banda da casa' por cerca de 3 meses (entre Fevereiro e Maio de 1966) e, depois, acabaram sendo contratados para tocar no 'Whisky a Go Go', de onde despontaram para o sucesso.

Nesta época, Jim Morrison ainda se recusava a cantar de frente para o público, ficando de costas para o mesmo, devido à sua timidez. E o grupo combinava, nas apresentações, músicas de sua autoria e versões de clássicos do Blues e do Rock'n'Roll.

Foi neste período, também, que a clássica 'The End' deixou de ser uma simples canção de amor, para se transformar na canção bela, triste e épica que conhecemos.

Agora, teremos o lançamento de um disco com algumas gravações ao vivo feitas nesta época, em que o The Doors tocava no 'London Fog', e que foram descobertas recentemente.

O disco irá se chamar 'London Fog 1966' e será lançado em 09/12/2016 em formato Box Set de CD e Vinil, junto com algumas fotos do período em que o grupo se apresentava no local.

As músicas foram remasterizadas por Bruce Botnick, engenheiro de som dos álbuns do The Doors e co-produtor do último disco do grupo com a formação completa (o clássico 'L.A.Woman', de 1970/71).
Ray Manzarek, Jim Morrison, John Densmore e Robbie Krieger: Os três meses em que tocaram no 'London Fog' foram muito importantes para o crescimento musical do grupo, que foi aperfeiçoando as suas apresentações, bem como melhorando as suas composições. 

O novo disco terá 7 músicas:

“Rock Me” (Muddy Waters)
“Baby, Please Don’t Go” (Big Joe Williams)
“You Make Me Real” (The Doors)
“Don’t Fight It” (Wilson Pickett)
“I’m Your Hoochie Coochie Man” (Muddy Waters)
“Strange Days” (The Doors)
“Lucille” (Little Richard).

Como se percebe, o repertório inicial do grupo mostra uma grande influência do Blues (o que foi uma marca do The Doors durante toda a sua existência) e, em menor grau, do Rock'n'Roll.

Posteriormente, o The Doors concebeu uma música e um show muito mais completo e sofisticado, que incorporou outros elementos de Teatro, Cinema e Poesia.

Isso era algo inédito no Rock, que ainda era considerado um estilo musical de menor importância e de qualidade inferior por grande parte da crítica e da imprensa musical.

Nos EUA, antes do The Doors, os grupos de maior sucesso eram os de surf music, tipo os Beach Boys da primeira fase, e cuja música era, em grande parte, uma cópia descarada do Rock'n'Roll dos anos 1950, mas com muito menos qualidade, rebeldia e agitação. 

Também tínhamos os 'Monkees', grupo criado pela CBS, rede de TV dos EUA, para fazer frente à chamada 'British Invasion', liderada por Beatles e Rolling Stones e que levou as paradas de sucesso ianques a serem lideradas pelos grupos britânicos, principalmente no período 1964-1966.

O The Doors foi um dos grupos responsáveis por essa mudança qualitativa, que levou o Rock a um novo patamar de criatividade, qualidade e de inovação.

E o padrão de qualidade do Rock, na época, melhorou tanto que até Bob Dylan acabou de ganhar, agora, o Prêmio Nobel de Literatura, o que não deixa de ser um reconhecimento à qualidade da música e das letras criadas pelos principais grupos e artistas de Rock daquele período: Beatles, Rolling Stones, The Who e, é claro, The Doors. 

Obs1: Tal prêmio também foi um reconhecimento, indireto, da qualidade literária dos textos dos escritores da Beat Generation (Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs, Lawrence Ferlinghetti, Gregory Corso), que jamais foram agraciados por um Nobel, o que foi uma grande injustiça, sem dúvida.  

Com tudo isso, o grupo se tornou um dos mais relevantes da história do Rock, cuja influência é até difícil de medir, sendo muito forte ainda nos dias atuais.
O busto de Jim Morrison, em seu túmulo no cemitério Père Lachaise, em Paris, já foi roubado tantas vezes que ele não foi mais substituído. Seu túmulo é uma das principais atrações turísticas da cidade. 

E as apresentações explosivas e sensacionais do grupo, especialmente quando Jim Morrison estava inspirado, entraram para a história do Rock. Mas infelizmente foram feitas poucas filmagens e gravações do The Doors quando o grupo estava no auge do sucesso e da forma musical.

O lançamento deste disco, com certeza, será muito bem recebido pelos fãs deste grupo fantástico, pois os mesmos terão a oportunidade de ouvir o The Doors  em seu nascedouro.

O fim do The Doors ocorreu depois que os membros remanescentes gravaram mais dois discos, que não repetiram o sucesso da época em que Jim Morrison estava no grupo: 'Other Voices', de 1971, e ''Full Circle', de 1972. Estes são bons discos mas, sem Jim, eles não receberam a mesma atenção da época em que o genial poeta e vocalista era integrante do grupo. 

Posteriormente, Ray Manzarek, Robby Krieger e John Densmore lançaram, em 1978, um novo álbum ('An American Prayer'), com novas músicas, que acompanhavam Jim declamando as suas poesias, de gravações feitas por ele em 1970. 

A popularidade do The Doors chegou a tal ponto que, mesmo após a morte de Jim Morrison e o fim do grupo, o local em que Jim Morrison foi enterrado (sim, ele morreu, mesmo... infelizmente), no cemitério Père Lachaise, tornou-se centro de peregrinação de roqueiros, poetas e de fãs do grupo originários do mundo inteiro.

Longa vida ao The Doors!
The Doors, na época do lançamento de seu primeiro álbum ('The Doors', 1967), que tornou-se um clássico absoluto do Rock.

Link:

The Doors lançará disco ao vivo, da época do 'London Fog' (1966):

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Roger Waters The Wall Live 4 Show Edit (Remastered) 2010 1080P HD

Roger Waters: Um show histórico, fantástico e inesquecível! - por Marcos Doniseti!

Roger Waters: Um show histórico, fantástico e inesquecível! - por Marcos Doniseti!


Estive ontem, dia 03 de Abril, no Morumbi e pude assistir a um show absolutamente espetacular, fantástico e inesquecível, que foi o de Roger Waters e que faz parte da turnê mundial em que o genial músico britânico e a sua banda tocam, na íntegra, o clássico e genial álbum duplo 'The Wall', do grande e imortal grupo que foi o Pink Floyd.

Também pude constatar (como se isso ainda fosse necessário), ao vivo, todo o talento, criatividade e genialidade de Waters, um dos grandes nomes da história do Rock, sem dúvida alguma.

E embora, talvez, a turnê anterior de Waters (do álbum 'The Dark Side of The Moon', a que também tive o prazer de assistir no mesmo Morumbi, em Março de 2007) tenha tido um repertório ainda melhor (embora o de 'The Wall' seja fantástico, também), em termos de qualidade e grandiosidade da produção a turnê atual é a maior da carreira, genial e gloriosa, de Waters.

Entre outras coisas, tivemos um pequeno avião sendo arremessado ao palco, explodindo e pegando fogo, logo no começo do espetáculo, e que é acompanhado por fogos de artifício. Durante o magnífico e histórico espetáculo de Waters ainda tivemos, sobre o palco, alguns dos gigantescos bonecos infláveis que aparecem no filme, um porco que voou sobre o estádio durante grande parte do show e no qual estavam escritas várias frases, criticando o comodismo e exaltando a indignação, vimos pessoas vítimas de guerras terem as sua fotos, acompanhada de uma pequena biografia de cada uma, exibidas no telão, Waters 'disparando' uma metralhadora contra o público no momento em que interpretava um personagem de características fascistas e, é claro, um telão que deve ser, com certeza, o maior da história dos shows de Rock e que exibia animações incríveis e de uma qualidade visual inacreditável.

Também tivemos inúmeras referências visuais à Segunda Guerra Mundial, mostrando imagens de Stálin, Hitler, Mao Tse-Tung e também dos símbolos do Nazismo, Capitalismo, Judaísmo, Islamismo e do Comunismo, o que é perfeitamente explicável porque o pai de Waters (cuja imagem também foi exibida no telão), Eric Fletcher Waters, morreu na batalha de Anzio, na Itália, em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial antes que ele, Waters, tivesse nascido.

Logo, Waters nunca chegou a conhecer o próprio pai e ele responsabiliza, diretamente, os governantes insanos e criminosos das grandes potências da época por isso.

Aliás, o álbum seguinte do Pink Floyd, 'The Final Cut', foi inteiramente composto por Waters e é toralmente dedicado ao pai que não chegou a conhecer.



Porém, Waters não apenas dá demonstrações da sua genialidade e grandiosidade mas, também, de humildade e de simpatia em seu espetacular show, homenageando o brasileiro Jean Charles, assassina pela polícia britânica, e atacando o terrorismo de Estado, bem como as crianças paulistanas que subiram ao palco, batendo palmas e dançando no momento do coro da música 'Another Brick in the Wall'.

No seu show, Waters se apresenta com mais energia do que muitos jovens de 18 ou 20 anos. Em cima do palco, Waters se realiza plenamente e lembra uma criança de cinco anos comendo o seu doce predileto.

E até momentos de humor tivemos no show. Na música 'Mother' em parte da letra temos a pergunta 'Mãe, eu devo confirar no governo?'. Daí, o telão exibiu a resposta (em inglês e em português): 'Nem Fudendo'.

Percebe-se, claramente, toda a felicidade de Waters em estar ali, em cima do palco, dividindo a sua alegria, energia e a sua fantástica obra com o seu imenso públicoque, aliás, mostrou ser muito variado, indo de jovens até cinquentões que o acompanham há muitos anos, desde os tempos gloriosos do grande Pink Floyd, uma das maiores bandas da história do Rock e da Música Pop.

Assim, não se trata, apenas e tão somente, de um trabalho, de 'bater o cartão' e de, meramente, cumprir com a sua obrigação, mas de compartilhar, com os seus fãs, a sua vasta, rica e incrível obra musical e artística, bem como toda a felicidade de mostrá-la para o público.

Não sei quantos dos leitores deste modesto blog já estiveram no Morumbi, mas para terem uma idéia da grandiosidade do palco, basta dizer que o telão (que é, ao mesmo tempo, o muro que vai sendo fechado durante o show e que vem abaixo no final do mesmo) ocupa toda a extensão do campo (e que já é grande) no sentido lateral, indo de um extremo a outro do mesmo. Perto dele, os músicos parecem bem pequenos em cima do palco.

Mas toda essa monumentalidade faraônica do show de Waters  não é gratuita, pois o clássico e imortal álbum 'The Wall', que foi quase todo ele composto exclusivamente por Waters (você já ouviu o mesmo? Não? Então, trate de fazer isso agora mesmo!), trata justamente de um artista de rock que atinge o megaestrelato e passa a sentir e a sofrer, na pele e na alma, as agruras e pressões imensas e insanas do sucesso em escala global, sentindo-se cada vez menor frente ao mesmo.


E como a linha que separa a sanidade da loucura é bastante tênue, o artista megaestelar de 'The Wall' acaba por procurar refúgio em (como diria Walter Bishop) substâncias ilícitas e se isola cada vez mais do mundo exterior, de tal maneira que acaba por construir e erguer um muro (não um muro físico, externo, mas interior, dentro de sua mente e de sua alma) para separá-lo do mesmo.

Aliás, é justamente por isso que o nome do disco é 'The Wall'.

É bom lembrar que o álbum 'The Wall' fez um sucesso imenso na época (vendeu 12 milhões de cópias no mundo inteiro, sendo que era um LP duplo) e foi, brilhantemente, transformado em filme por Alan Parker, talentoso cineastra britânico, e cujo papel principal (de Pink) foi interpretado por Bob Geldof. Aliás, este comentou que a sua participação no filme foi como se ele entrasse em estado de coma mental e, daí, de repente, o diretor gritasse 'Corta!.

Inclusive, parte significativa do filme é exibida no telão monumental do show de Waters, como durante o momento em que o grupo executa músicas como 'Goodbye, Blue Sky' e 'Empty Spaces'.

Dizem que esta será a última turnê de Waters, que já tem 68 anos, embora se apresente com a energia de um jovem de vinte. Sinceramente, espero que isso não seja verdade. Mas, se isso acontecer, Waters poderá descansar e curtir a sua mais do que merecida aposentadoria, sabendo que encerrou a sua carreira com uma turnê absolutamente fantástica e que faz jus à sua fantástica obra de criação musical e artística.

E é exatamente por possuir tanto talento, criatividade e energia que esse jovem músico chamado Roger Waters brilha, já há quase 50 anos consecutivos, na Constelação do Rock e da Música Pop.

Afinal, ninguém chega a esse patamar de sucesso e de reconhecimento e permanece no mesmo 'sem mais nem menos', à toa.


A obra musical e artística de Waters e do Pink Floyd é clássica, atemporal e imortal e continuará sendo ouvida daqui a 500 anos, da mesma maneira que, hoje, ainda se ouve as obras de Bach, Mozart e Beethoven.

Portanto, é bom que Waters saiba que esta aposentadoria não é desejada, de verdade, por nenhum dos seus fãs, principalmente por parte daqueles que, como eu, acompanham a sua carreiga magistral há várias décadas.

Longa vida à George Roger Waters (isso mesmo, o primeiro nome dele é... George).

Obs: Se alguém desejar se aprofundar na história do grupo, então eu recomendo a compra do livro 'Nos Bastidores do Pink Floyd', de Mark Blake, que é considerada a melhor biografia do grande grupo britânico (ver link abaixo).

Links:

Como funciona o palco da turnê 'The Wall':

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/03/veja-como-funciona-o-palco-muro-do-show-de-roger-waters.html

Vídeo da entrevista de Roger Waters para o 'Fantástico' em 2007:
  
http://www.youtube.com/watch?v=W3nTTTjLAXM&feature=related

Entrevista com Roger Waters para o programa 'Fantástico' em 2012:

http://www.youtube.com/watch?v=5LBhDQ_yZVM

Apresentação do Pink Floyd no 'Live 8' (a última com Roger Waters, Nick Mason, David Gilmour, Richard Wright):

http://www.youtube.com/watch?v=LJTfMOzuH28

Biografia reúne histórias dos bastidores do Pink Floyd:

http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/1070584-biografia-reune-historias-dos-bastidores-do-pink-floyd.shtml

sábado, 3 de março de 2012

No Chile, Roger Waters estreia turnê sul-americana de ‘The Wall’ para estádio lotado!

Roger Waters estreia ‘The Wall’ para estádio lotado, no Chile - por Marcos Bragato, do Rock em Geral

Ex-integrante do Pink Floyd dedica o show ao ativista político chileno Víctor Jara, e cita o brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado pela polícia britânica, em 2005; músico faz segundo shows hoje, em Santiago, e chega ao Brasil no final do mês. Foto: La Tercera.

rogerwaterschile

Aconteceu ontem (2/3), em Santiago, no Chile, o primeiro show da turnê sulamericana “The Wall”, de Roger Waters. O ex-baixista do Pink Floyd tocou para um público estimado em 45 mil pessoal, no estádio Nacional.

Durante a apresentação, Waters dedicou o show ao do ativista político chileno Víctor Jara, assassinado pela ditadura nos anos 1970, como símbolo de todos os desparecidos no período. Ele ainda citou o brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado por engano pela polícia britânica em Londres, em 2005.

Durante o espetáculo, que tem um intervalo de cerca de 20 minutos, um muro gigante é construido à frente do palco, deixando todos os músicos ocultos atrás dele. Na música “Another Brick in the Wall Part 2″, um grupo de crianças chilenas subiu ao palco para cantar o refrão “We don’t need no education / Teachers leave the kids alone”. O artifício deve se repetir também nos shows no Brasil.

“Mother”, um dos pontos altos do show, é cantada junto com um versão da música exibida nos telões, gravada no Earls Court de Londres, em 1980. Além do conteúdo político, Waters ataca várias religiões durante “Good Bye Blue Sky”. Os telões também exibem as famosas cenas protagonizadas por Bob Geldof no filme “The Wall”, de Alan Parker.

“Comfortably Numb”, música que, num show em Londres, no ano passado, teve a participação dos outros integrantes do Pink Floyd, é cantada por toda a multidão. No final da apresentação o músico, que fez contatos com a líder dos estudantes chilenos, Camila Vallejo (veja aqui), e com o presidente Sebastián Piñera, disse estar a favor da causa estudantil no Chile. Hoje, Waters faz o segundo show em Santiago, no mesmo local. As informações são do site do diário chileno “La Tercera”.

A turnê “The Wall” chega ao Brasil por em Porto Alegre, no estádio da Beira-Rio, no dia 25/3; passa pelo Rio de Janeiro, no estádio do Engenhão, dia 29/3; e tem em São Paulo, no estádio do Morumbi, duas apresentações, nos dias nos dias 1 e 3/4. Veja os detalhes de cada cidade nesse endereço.

Detalhes da turnê

Na turnê “The Wall” o ex-baixista do Pink Floyd toca pela primeira vez, ao vivo, no Brasil, a íntegra do álbum de mesmo título, grande clássico do grupo, lançado em 1979, e que ganhou as telas do cinema com o diretor Alan Parker. Para o show, Roger Waters desenvolveu imagens dinâmicas para ilustrar a história e as canções, à frente de um muro com mais de 137 metros de largura, que forma um telão.

Um dos grandes O momentos do show é o “Fallen Loved Ones”, quando fotografias e histórias de pessoas que perderam a vida em guerras, incluindo o pai de Waters, são apresentadas no telão. Entre os homenageados está o brasileiro Jean Charles de Menezes, morto no metrô de Londres em 2005.

A turnê norte-americana de “The Wall”, em 2010, foi a mais lucrativa em arenas fechadas nos Estados Unidos, arrecadando US$ 89,5 milhões de dólares em 56 shows. A perna europeia da turnê foi tão bem sucedida quanto à americana, com 64 shows realizados em 2011, incluindo as seis datas na O2 Arena, em Londres. Uma delas contou com a presença dos ex-membros do Pink Floyd, David Gilmour e Nick Mason.

Antes da atual turnê, “The Wall” foi realizado ao vivo pelo Pink Floyd apenas 29 vezes, entre 1980 e 1981, como parte de divulgação do álbum. Em julho de 1990, onde Roger Waters celebrou a queda do muro de Berlim em uma performance que atraiu quase meio milhão de fãs à Potsdamer Platz.
Esta é a terceira vez de Roger Waters no Brasil.

Antes, ele se apresentou em 2002 e 2007 - veja como foi no Rio. Desde de setembro, toda a discografia do Pink Floyd foi relançada em ediçoes especiais - veja mais aqui.


Números do espetáculo

137 metros de largura por 11 de altura e 5,5 de profundidade é o tamanho da parede
424 tijolos, que serão reciclados após o uso, são utilizados
45 minutos é o tempo para construir o muro
12 pessoas da produção do artista e 8 pessoas das produções locais constroem o muro
27 motores elétricos
32 quilômetros de cabos elétricos, incluindo iluminação, som e potência
172 alto-falantes
23 projetores
9 metros é o diâmetro da tela circular
10 metros é a alturas dos bonecos infláveis
55 toneladas é o peso de todo o cenário
21 caminhões

Set list completo

Parte 1

1- In the Flesh?
2- The Thin Ice
3- Another Brick in the Wall Part 1
4- The Happiest Days of Our Lives
5- Another Brick in the Wall Part 2
6- Mother
7- Goodbye Blue Sky
8- Empty Spaces
9- What Shall We Do Now?
10- Young Lust
11- One of My Turn
12- Don’t Leave Me Now
13- Another Brick in the Wall Part 3
14- The Last Few Bricks
15- Goodbye Cruel World

Parte 2

16- Hey You
17- Is There Anybody Out There?
18- Nobody Home
19- Vera
20- Bring the Boys Back Home
21- Comfortably Numb
22- The Show Must Go On
23- In the Flesh
24- Run Like Hell
25- Waiting for the Worms
26- Stop
27- The Trial
28- Outside the Wall

Link:

http://www.rockemgeral.com.br/2012/03/03/roger-waters-estreia-the-wall-para-estadio-lotado-no-chile/

sábado, 18 de junho de 2011

O passado volta pesado e emocionante com Peter Hook!


O passado volta pesado e emocionante com Peter Hook - por THALES DE MENEZES - da Folha.com

Uma plateia de trintões e quarentões, muitos com camisetas do Joy Division, saiu de alma lavada do Estúdio Emme na madrugada de sexta (17), em São Paulo. Peter Hook, 55, baixista do New Order nos últimos 30 anos, reabriu com dignidade o baú de sua banda anterior.

Fez um empolgante show apresentando as músicas de "Unknown Pleasures", o primeiro disco do Joy Division, de 1979. Conforme antecipara em entrevista à Folha, fez versões mais pesadas, com pegada mais rock. O público aprovou com urros e pulos.

O cara não participa durante anos do grupo mais descuidado com o visual em toda a história do rock, o New Order, para mudar de estilo depois de velho. Hook subiu ao palco como se fosse levar o carro para lavar no sabadão: tênis, jeans e camisa polo.

Ao lado de um ótimo quarteto mais jovem (entre eles seu filho baixista) também desencanado visualmente, Hook estava preocupado mesmo em cantar bem as músicas. E ele segura firme. Às vezes até imita as inflexões vocais de Ian Curtis, o cantor da banda que se matou em 1980.

Com quase uma hora de atraso, Hook e a banda The Light entraram pisando fundo. A batida hipnótica das canções ficou mais incisiva com o peso de guitarras e baixos. Meio gordinho, Hook continua um "bass guitar hero", tocando cheio de poses invocadas, "atacando" o público.

A plateia insistiu desde a primeira música que a banda tocasse "Transmission", um dos maiores hits do Joy Division ao lado de "Love Will Tear Us Apart". Mas nenhuma delas faz parte do primeiro álbum, que Hook e a banda tocaram na íntegra, com muito vigor.

Depois de executadas todas as faixas daquele disco, o grupo voltou para o bis. E finalmente os fãs foram recompensados. Além de uma performance matadora de "Transmission", que um praticamente enlouquecido Hook alongou por quase dez consagradores minutos, a banda emendou "Love Will Tear Us Apart". Se ainda existia alguém presente não abduzido por um show tão emocionante, certamente entregou os pontos nessa hora.

A maioria das pessoas na saída só sabia elogiar a apresentação e checar planos para voltar na noite seguinte, segunda e última data de Peter Hook & The Light no Brasil.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/931674-o-passado-volta-pesado-e-emocionante-com-peter-hook.shtml

Roger Waters & David Gilmour - (MULTICAM) - Comfortably Numb - O2 London (12-05-2011)!

DAVID GILMOUR, ROGER WATERS & NICK MASON RE-UNION O2 LONDON 12 MAY 2011 HD!

'Comfortably Numb' - Roger Waters, David Gilmour e Nick Mason juntos novamente em Show!

Roger Waters pode tocar no Brasil em 2012, diz jornal chileno!


Roger Waters pode tocar no Brasil em 2012, diz jornal chileno - da Folha.com

A volta do ex-Pink Floyd Roger Waters ao Chile em 2012 tem deixado os fãs brasileiros enlouquecidos. No Twitter, por exemplo, o assunto foi parar nos trending topics.

O jornal chileno "La Tercera", que anunciou dois shows do músico inglês naquele país (em 2 e 3 de março), afirma também que a turnê passará pelo Brasil e pela Argentina.

Waters está na estrada com o espetáculo do disco "The Wall", lançado em 1979, um dos maiores sucessos da banda Pink Floyd.

Para essa turnê especial, Waters encomendou um cenário gigantesco: uma muralha de 70 metros de largura e 11 metros de altura vai sendo construída em frente ao palco durante a apresentação.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/931711-roger-waters-pode-tocar-no-brasil-em-2012-diz-jornal-chileno.shtml

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Peter Hook toca em SP as músicas do Joy Division e diz que as músicas do grupo também são suas!


Peter Hook toca na cidade as músicas do Joy Division

Famoso no New Order, baixista resgata disco de sua banda dos anos 1970

Shows vão reproduzir "Unknown Pleasures", primeiro dos dois CDs gravados com o cantor Ian Curtis (1956-1980)

THALES DE MENEZES - da Folha de S.Paulo

A moda do "show de um disco" ganha nova dimensão hoje e amanhã em São Paulo.

Peter Hook, 55, ex-baixista do Joy Division, tocará na íntegra o primeiro álbum dessa banda, "Unknown Pleasures", lançado em 1979.

Depois de dois discos e do suicídio do vocalista Ian Curtis, em 1980, os integrantes do grupo formaram o New Order, nome fundamental no mix de rock e eletrônico. As letras depressivas do Joy Division deram lugar a versos desencanados.

Mas uma de muitas brigas entre Hook e o guitarrista e vocalista Bernard Sumner provocou a separação do New Order. Em entrevista à Folha, Hook deixa transparecer que não tem vontade de reunir de novo a banda.

Ele sempre tocou projetos paralelos: Ad Infinitum, Revenge, Monaco (sua empreitada mais bem-sucedida, com dois álbuns bacanas) e Freebass, ao lado de outros dois baixistas, Andy Rourke (Smiths) e Mani (Stone Roses e Primal Scream).

O grupo The Light, que toca em São Paulo, é um quinteto que conta com seu filho Jack Bates, também baixista.


Folha - Como é voltar ao repertório de "Unknown Pleasures" depois de 32 anos?

Peter Hook - O mais legal de tocar essas músicas do Joy Division é que não sinto que esse material vá contra meus novos trabalhos. São minhas músicas também, nunca me senti afastado delas.

Ainda hoje você imagina que a história de Ian Curtis poderia ter sido diferente?

Penso, às vezes. Mas acho que não poderia mudar o que aconteceu. A morte dele foi uma surpresa, mas todos precisaram superar isso. Foi uma decisão dele não continuar. Eu amava esse cara, eu o respeitava muito. Ficar especulando sobre isso não leva a nada.

Suas lembranças dos tempos de Joy Division são alegres?

Bem, é uma parte da minha vida, e a vida tem sempre coisas alegres e outras não tanto. Mas tenho mais lembranças boas. Nossa memória é afetiva e seletiva, não?

Você não gosta das versões finais das músicas no CD "Unknown Pleasures", certo?

Sim, eu acho que o disco não soa "rock" o suficiente. Martin Hannett, o produtor, fez escolhas erradas, a mão pesou mais aqui do que ali... Enfim, acho que foi um erro.

Suas versões nessa turnê corrigem esses detalhes?

Essas músicas também são minhas, não se trata de mudá-las. Tenho meu jeito de tocá-las, só isso.

Você gosta dos atores que interpretaram você no cinema? Ralf Little fez o papel em "24 Hour Party People" e Joe Anderson foi você em "Control".


No primeiro filme, o diretor Michael Winterbottom não me conhecia, aquele ator não sou eu. Mas eu gosto do outro trabalho, Anderson foi muito bem. O diretor Anton Corbijn me conhecia bastante, tivemos muitos encontros sobre como seria o filme.

Falando sobre o New Order, há chance de uma reunião?

Ah, não. Acho que já passou [gargalhada].

O que há de tão engraçado?

Nada, eu só não entendo por que as pessoas se preocupam tanto com o New Order.

PETER HOOK & THE LIGHT

ONDE Estúdio Emme, r. Pedroso de Moraes, 1.036, Pinheiros, tel. 0/xx/11/ 2626-5835
QUANDO hoje e amanhã, às 23h; abertura da casa às 21h
QUANTO de R$ 100 a R$ 150
CLASSIFICAÇÃO 18 anos

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/acontece/ac1606201101.htm