quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

'Sem Fim': Kieslowski mostra uma Polônia de luto na época da Lei Marcial e começa a transição para um cinema mais intimista! - Marcos Doniseti!

'Sem Fim': Kieslowski mostra uma Polônia de luto na época da Lei Marcial e começa a transição para um cinema mais intimista! - Marcos Doniseti!
'Bez Konca' ('Sem Fim'), de Kieslowski, é um belo e triste filme sobre a Polônia da época de Jaruzelski, quando a 'paz dos cemitérios' foi imposta ao país. 
Após a realização do seu excelente 'Sorte Cega', que foi produzido em 1981, mas que foi censurado pelo governo polonês e foi liberado apenas em 1987, Kieslowski filmou este sombrio, triste, pessimista e melancólico 'Sem Fim' (que é uma produção de 1985). 

Em 'Sorte Cega' ('Przypadek'), Kieslowski contava três histórias, sendo que cada uma delas apontava para os diferentes caminhos que a Polônia poderia seguir. 

Estas histórias sempre giravam em torno de um jovem estudante de medicina (Witek), que se tornava um membro do Partido Comunista (primeira história), membro do movimento de Resistência que lutava contra o governo do país (segunda história) e, na terceira história, ele era um médico apolítico que se preocupava apenas em trabalhar e em cuidar da sua família.

Obs1: Já escrevi e postei, aqui no blog, um texto a respeito de 'Sorte Cega' (ver link abaixo).

Assim, em 'Sorte Cega', Kieslowski deixava em aberto o caminho que a Polônia poderia seguir. Portanto, havia espaço para otimismo e esperança, embora o filme fizesse duras críticas ao regime 'comunista', mostrando a inexistência de qualquer sinal de idealismo por parte dos dirigentes do país. 'Sorte Cega' também já apontava para a possibilidade de que o governo polonês viesse a ser derrubado em função da crescente insatisfação popular que havia no país. 
Velas em um cemitério: Cena de abertura de 'Sem Fim': A Polônia da época da Lei Marcial (Dezembro de 1981 até Dezembro de 1982) vivia em uma 'Paz de Cemitérios'.
Um dos personagens de 'Sorte Cega' (Adam), dirigente do Partido Comunista, falava abertamente que o governo polonês era impopular e que o mesmo iria desmoronar em breve, mas que eles (os burocratas) acabariam tendo um papel importante no novo governo, a fim de ajudar a manter o país com um mínimo de estabilidade.

Os poloneses já haviam se rebelado em ocasiões anteriores (1956, 1970), momentos nos quais a insatisfação popular resultou em repressão, bem como na substituição dos antigos governantes por novos, mas que também eram membros do Partido Comunista. 

E a partir de 1980 tivemos a emergência, na Polônia, do 'Solidariedade', cujo principal líder foi Lech Walesa, que comandou o maior movimento popular que já havia acontecido em um país do bloco soviético desde a 'Primavera de Praga' (que mobilizou a população da Tchecoslováquia em 1968). 

Foi nesse contexto de fortes e intensas mobilizações que ocorriam na Polônia que 'Sorte Cega' foi realizado, em 1981, mas em função do Golpe de Estado que ocorreu em Dezembro do mesmo ano, que levou o General Jaruzelski ao comando do país, o filme de Kieslowski acabou sendo censurado, com a liberação acontecendo apenas em 1987. Neste ano, o governo polonês e os líderes do 'Solidariedade' passaram a dialogar com o objetivo de promover uma transição pacífica e negociada rumo à implantação de um governo liberal-democrático no país. 
Já falecido, Antek explica as circunstâncias da sua morte, enquanto sua esposa (Urszula) dorme. 
A Lei Marcial imposta pelo governo ditatorial de Jaruzelski resultou numa forte repressão contra o 'Solidariedade', levando à prisão de milhares de integrantes do movimento, bem como inviabilizou uma produção cultural e cinematográfica que fosse crítica em relação ao governo do país. 

Embora a Lei Marcial tivesse sido abolida já no final de 1982, a repressão por parte do governo polonês contra o 'Solidariedade' ainda era uma realidade e as pessoas ainda eram presas por manifestar a sua insatisfação, tendo que tomar cuidado até mesmo com as palavras que pronunciavam em público. Implantou-se no país uma verdadeira 'paz de cemitérios', que criou um clima de luto no país, tal como demonstra Kieslowski em 'Sem Fim'.

Assim, os poloneses não tinham qualquer expectativa de que a situação política, econômica, cultural e social do país pudesse vir a melhorar. E é este pessimismo que vemos, claramente, neste filme de Kieslowski, cujos acontecimentos se desenvolvem em 1982, quando a Lei Marcial ainda vigorava no país.

Segundo declarações do próprio Kieslowski, essa situação tornou impossível a produção de filmes durante vários anos, o que explica o fato de que apenas em 1985 é que ele voltou a produzir, realizando este 'Sem Fim', que foi realizado em um contexto de repressão e desesperança por parte dos poloneses e do próprio Kieslowski. Afinal, a liberalização política começaria apenas em 1987.
Urszula fez dois cafés, para ela e para Antek. Ela ficou inteiramente desolada após a morte do marido. 
E tudo isso ajuda a compreender porque a primeira cena do filme é a de um cemitério, que está na escuridão quase que total (a não ser por velas acesas), pois essa era a visão que Kieslowski (e a maioria dos poloneses) tinha de seu país naquele momento. 

De certa maneira, o 'Solidariedade' acaba sendo o protagonista do filme, sendo simbolizado no mesmo pela figura de um advogado (Antek), já falecido, que defendia militantes do movimento que haviam sido presos pelo governo do país quando acabou morrendo, repentinamente. E a primeira cena, das velas no cemitério, acaba sendo mostrada sob a perspectiva dele, Antek, que já está morto. 

Obs2: Em 'A Dupla Vida de Véronique' também vemos uma cena parecida, na qual a alma de Weronika vê as pessoas jogarem terra sobre o caixão na qual está o seu corpo. 

A partir deste momento ele continua aparecendo na trama, chegando a tentar orientar a sua bela esposa (Urszula) sobre como proceder para ajudar um dos militantes (Darek) que estava sendo defendido por ele. Kieslowski estaria dizendo, com isso, que o 'Solidariedade' pode ter sido duramente reprimido, mas que ele continua existindo, pois o mesmo representa o anseio de liberdade de todo o povo polonês. É como se o 'Solidariedade' pairasse sobre o país, tal como fazia a alma de Antek. 
Urszula abraça o filho adolescente (Jacek). Ambos sofrem com a morte de Antek.
Durante quase todo o filme Urszula é a única personagem que consegue enxergar o espírito de Antek, como se ela representasse a Polônia que foi sufocada pelo Golpe de Estado de Dezembro de 1981. Depois da morte de Antek, ela priorizou a vida familiar, dando atenção ao filho (Jacek) e ao seu trabalho como tradutora, procurando se afastar de qualquer forma de envolvimento político. 

Aliás, o livro que ela estava traduzindo era '1984, de George Orwell, que é justamente sobre uma brutal Ditadura que procura manter a população rigidamente sob o controle estatal.

Logo, qualquer semelhança com a Polônia de Jaruzelski não é mera coincidência...

Ela também percebe o quanto havia sido feliz com o seu marido e o sofrimento que a sua ausência lhe provoca é tanta que ela tenta apagá-lo da sua memória, apelando para a ajuda de um hipnotizador, mas isso não funciona e o espírito de Antek aparece justamente neste momento. 

Porém, a atuação de Antek como advogado do 'Solidariedade' irá inviabilizar os planos de Urszula, pois a esposa (Joanna) de um militante do movimento (Darek), que estava sendo defendido por seu falecido marido, irá procura-la, a fim de obter os documentos que Antek possui a respeito do processo. Com isso, ela acaba ajudando Joanna, terminando por indicar um veterano advogado (o Labrador) que foi professor de Antek, para defender Darek.
Antek continua aparecendo durante todo o filme, mesmo após a sua morte, pairando sobre a esposa, o filho... Ele é uma representação do 'Solidariedade', movimento político que uniu o povo polonês e que foi colocado na ilegalidade pela Ditadura liderada pelo General Jaruzelski. 
Mas este advogado mantém ótimas relações com os juízes poloneses e, mesmo assumindo o caso de Darek, ele não está nenhum pouco interessado em entrar em conflito com o aparato judicial do país e procura convencer Darek a contar versões totalmente diferentes daquilo que de fato aconteceu, a fim de que culpasse os outros por sua atuação política, mas ele se recusou e iniciou uma greve de fome.  

Já o advogado (Miecio), que trabalha como assistente e estagiário do Labrador, procurou convencer Darek a fazer algo totalmente diferente, estimulando-o a assumir a sua culpa, defendendo a justiça da sua causa. Com isso, dizia Miecio, a história de luta de Darek acabaria sendo motivo para que muitas pessoas se mobilizassem, apoiando a sua luta, mas ele também não tomará essa atitude.

Assim, enquanto o Labrador defendia que Darek adotasse uma postura pragmática, aberta a fechar acordos com o sistema vigente, o estagiário diz para ele adotar uma postura que é oposta, radicalizando totalmente a sua postura política. Mas ele não se identifica com nenhuma das duas posturas, pois a sua atividade política visava atingir a toda a sociedade e não apenas uma pequena minoria. 

Em outro momento, o Labrador tentou convencer Darek a fazer um acordo por meio do qual este assumiria a culpa por suas atividades políticas e, com isso, ele poderia ter a sua pena abreviada, sendo concedida a liberdade para que ele voltasse a viver com a sua família. E ele acabará aceitando. 
Joanna é esposa de Darek, membro do 'Solidariedade' e líder grevista que foi preso em função das suas atividades políticas. Ela pede a ajuda de Urszula, pois Antek era o advogado de defesa de seu marido. 

Com isso, no 
final, Darek (o militante do 'Solidariedade') também verá Antek, logo depois que ele foi absolvido num julgamento em que teve que abrir mão das suas convicções para conquistar a liberdade. É evidente que Antek está decepcionado com a atitude de Darek, fato este que demonstra a incapacidade do povo polonês de, naquele momento, lutar contra o governo ditatorial do país. 

A morte de Antek deixou Urszula desolada e ela acabou rejeitando a tentativa feita por um antigo amigo de ambos (Tomek) de querer ter um relacionamento com ela. 

Ela até aceitou ter uma relação, uma única vez, com um americano em troca de US$ 50, mas não conseguiu sentir prazer algum, fato este que a levou a dizer para Joanna que havia traído Antek, mas a amiga discorda, pois ele não vivia mais. 

Mas, Urszula diz, em vários momentos do filme, que ele ainda está presente. Ela percebe que a ausência de Antek não terá como ser preenchida por ninguém, da mesma forma que nenhum outro movimento político e social teria como tomar o lugar do 'Solidariedade'. Este era o único que expressava a vontade do povo polonês naquele momento. 
À direita, o veterano advogado conhecido como 'Labrador', que assume a defesa de Darek, conversa com um juiz que está próximo da aposentadoria. Em 'A Fraternidade é Vermelha' temos um personagem fundamental, o juiz Joseph Kern, que também se aposentou. 
Assim, a presença de Antek e a conexão que ele estabelece com Urszula deveria ser vista de forma simbólica, não tendo nada ver com algum tipo de manifestação espírita, representando o desejo do povo polonês de voltar a atuar e a se expressar livremente pelo 'Solidariedade', a fim de transformar a Polônia em uma nação democrática. 

Além de mostrar a realidade política e social polonesa da época (1982), 'Sorte Cega' já mostrava um Kieslowski preocupado com questões como a existência ou não do livre arbítrio, se existe um destino ou não, ou ainda se é o acaso que explica o que acontece em nossas vidas. Mas no filme ainda predominam as questões políticas e sociais. 

Mas, apesar do fato de que 'Sorte Cega' já mostrava que o cinema de Kieslowski caminhava para tomar novas direções, foi em 'Sem Fim' que o genial cineasta polonês começou a desenvolver uma ideia que estaria fortemente presente nos filmes que produziu em sua fase francesa ('A Dupla Vida de Véronique' e a 'Trilogia das Cores'), nos quais ele mostra que existem laços invisíveis unindo a todos e que as nossas ações afetam até mesmo pessoas que não conhecemos ou que não fazem parte da nossa vida. 

A ideia de que os mortos também estão conectados com os vivos também é esboçada em 'Sem Fim', embora isso seja aproveitado no filme com uma finalidade diferente daquela que veríamos em sua fase francesa. Em 'Sem Fim', tal elemento é usado para mostrar a necessidade de restabelecer os laços entre o povo polonês e o movimento político que o representava, que era o 'Solidariedade'.
Após a morte do marido, Urszula vê os arquivos de Antek e encontra fotografias do Papa João Paulo II (polonês) e de Lech Walesa, o principal líder do 'Solidariedade'. 
Em seus filmes produzidos na França, Kieslowski voltou a sua câmera para o interior dos seus personagens, deixando em segundo plano os aspectos políticos e sociais que, anteriormente, predominavam em suas obras. 

Isso já se torna bastante evidente no belíssimo 'A Dupla Vida de Véronique', quando as escolhas, sentimentos, angústias e desejos dos personagens são os temas dominantes deste belíssimo filme. E neste belo filme também vemos que aquilo que acontecia com Véronique afetava Weronika e o inverso também era verdade, mesmo quando uma delas já havia falecido. 

Outras ideias e elementos presentes em 'Sem Fim' foram, depois, usados por Kieslowski, de maneiras distintas, nas três obras clássicas que constituem a 'Trilogia das Cores'. 

Em 'Sem Fim' vemos um juiz que está perto da aposentadoria (o que lembra o juiz Joseph Kern de 'A Fraternidade é Vermelha'). Um dos advogados (o Labrador) está trabalhando em um caso de contrabando, o que remete a 'A Igualdade é Branca'. E ainda temos a cena do copo de café caindo da mão de Urszula, em 'Sem Fim', enquanto que em 'A Liberdade é Azul' a Julie está colocando um torrão de açúcar em seu café, quando ouve um flautista tocar uma música que lembra muito a composição na qual o seu marido estava trabalhando (a 'Canção para a Unificação da Europa'). 
Quando o carro (Fusca) de Urszula fica parado na rodovia, o mesmo é ultrapassado por um veículo que se envolveu em um acidente fatal logo depois. Isso é fruto do acaso? Ou seria obra do Destino? 
E não se pode esquecer que Urszula (de 'Sem Fim') e Julie (de 'A Liberdade é Azul') são viúvas, sendo que os seus maridos (Antek e Patrice, respectivamente) acabaram de falecer e de forma repentina. E nos dois filmes, elas tentam romper com o passado. 

Urszula tenta apagar Antek de sua memória por meio da hipnose, mas não consegue, enquanto que Julie procura se livrar de tudo o que faz com que ela se lembre de Patrice, afastando-se até mesmo dos amigos, livrando-se da sua obra musical, saindo de seu apartamento, vendendo tudo o que lhes pertencia.

Em ambos os casos, elas fracassam em suas tentativas. E no fim, ambas procuram restabelecer a conexão com os seus respectivos passados, mas de maneiras distintas, é claro. 

A principal diferença entre os dois filmes ('Sem Fim' e 'A Liberdade á Azul') é que, no caso de Urszula, as lembranças que a morte de seu marido lhe trouxe são uma maneira de se mostrar criticamente a realidade política e social da Polônia da época.

Enquanto isso, no caso de Julie, a morte de Patrice a leva a romper com o seu passado e a mergulhar em suas angústias e sofrimentos para que, no final, ela possa vislumbrar um pequeno sinal de esperança, ou seja, a história é voltada para o interior da personagem.

Logo, nos dois filmes, o 'modus operandi' de Kieslowski é semelhante. 
'Labrador' tenta convencer Darek a fazer um acordo com o governo, abrindo mão de suas convicções, mas ele resiste à ideia. 
E nos dois filmes o final aponta para um sentimento semelhante, mesmo que tímido, de esperança, de uma forma que Kieslowski parece acreditar que é possível encontrar uma saída, ou seja, uma solução para os problemas que a Polônia e Julie enfrentam.  

Com isso, de certa maneira, em 'Sem Fim' vemos o embrião dos longas-metragens que serão considerados as principais obras-primas de Kieslowski, que são os quatro filmes da sua fase francesa.  

Obs3: Essa tentativa das protagonistas femininas de 'Sem Fim' (Urszula) e de 'A Liberdade é Azul' (Julie) de romper com o seu passado, tentando apagar o mesmo, mas sem conseguir, também poderia ser utilizada para compreender a carreira cinematográfica do próprio Kieslowski, que saiu da Polônia para filmar na França. Com isso, ele promoveu uma mudança na sua obra, passando a priorizar a realidade interior dos personagens e deixando as questões políticas e sociais em segundo plano. Mas como vimos, mesmo fazendo essa tentativa, Kieslowski também não conseguiu romper com o seu passado e terminou por se utilizar, nos quatro filmes da sua fase francesa, de inúmeros elementos que já estavam presentes em suas produções polonesas. E os finais levemente felizes que tivemos nos filmes da 'Trilogia das Cores' talvez apontem para o fato de que Kieslowski ficou feliz com o resultado dos filmes que realizou. Os verdadeiros amantes do Cinema, com certeza, ficaram muito satisfeitos. 

E apesar do clima soturno, triste e melancólico que predomina em 'Sem Fim', ainda há lugar para ironias, como o fato de que a palavra 'Joy' (Alegria) está escrita na mochila de Jacek, o adolescente que é filho de Antek e Urszula. E tudo o que não existe na Polônia, nesta época, é justamente 'alegria'.  
Urszula se comunicava com o marido falecido, Antek, sendo que isso representa a conexão que ainda existia entre o povo polonês e o movimento que representava os seus interesses, o 'Solidariedade', mas que havia sido duramente reprimido pela Ditadura de Jaruzelski.
E a sequência final de 'Sem Fim', que é triste e trágica, aponta para uma saída, uma solução para os problemas que a Polônia enfrentava naquele momento, que seria restabelecer a unidade entre o país e o seu povo, vivendo de forma livre e democrática, com Antek (Solidariedade) e o Povo (Urszula) ficando juntos novamente. 

Portanto, pode-se interpretar o título '(Sem Fim') e o final do filme como sinais bastante evidentes de que a luta do povo polonês por sua liberdade iria continuar.  

Obs4: Este foi o primeiro filme em que Kieslowski trabalhou com o roteirista Krzysztof Piesiewicz e com Zbigniew Preisner (autor da trilha sonora). Os três continuaram a sua parceria nos filmes posteriores de Kieslowski, incluindo 'Não Matarás', 'Não Amarás', 'Decálogo', 'A Dupla Vida de Véronique', 'A Liberdade é Azul', 'A Igualdade é Branca' e 'A Fraternidade é Vermelha'. Coincidência ou não, este momento coincidiu com o auge da produção de Kieslowski.

Informações Adicionais:

Título: Bez Konca (Sem Fim);
Diretor: Krzysztof Kieslowski;
Roteiro: Krzysztof Piesiewicz e Krzysztof Kieslowski;
Gênero: Drama Político-Social;
Duração: 109 minutos;
Ano de Produção; 1985; País de Produção; Polônia;
Fotografia: Jacek Petrycki;
Música: Zbigniew Preisner; 
Elenco: Grazyna Szapolowska (Urszula Zyro); Jerzy Radziwilowicz (Antek Zyro); Artur Barcis (Darek Stach); Maria Pakulnis (Joanna Stach); Aleksander Bardini (Advogado Labrador); Michal Bajor (Miecio, assistente de Labrador); Marek Kondrat (Tomek); Tadeusz Bradecki (Hipnotizador); Krzysztof Krzeminski (Jacek Zyro); Jerzy Kamas (Juiz Biedron); Jan Tesarz (Pai de Joanna); Danny Webb (Americano). 
No final, Urszula decide ir ao encontro de Antek. 

Links:


'Sorte Cega': Kieslowski fez um clássico sobre o destino da Polônia e do ser humano:

http://popeseries.blogspot.com.br/2016/12/filme-sorte-cega-kieslowski-fez-um.html

'A Dupla Vida de Véronique': Kieslowski fez uma obra-prima sobre vida, morte, destino, tragédia, acaso e livre-arbítrio:

http://popeseries.blogspot.com.br/2017/01/a-dupla-vida-de-veronique-kieslowski.html

Informações sobre o filme:

http://www.imdb.com/title/tt0086961/?ref_=nm_flmg_wr_15

Kieslowski: Outra Europa, outros filmes, outros públicos:

https://www.publico.pt/2015/12/05/culturaipsilon/noticia/kieslowski-1716160


Vídeo - Trailer do Filme: 

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