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quinta-feira, 23 de junho de 2011

'Fringe': Walter, Peter e Olivia: Criadores de novas Realidades?

Fringe': Walter, Peter e Olivia: Criadores de novas Realidades? - por Marcos Doniseti!

atualizado no dia 03 de Abril de 2012; modificado no dia 11/01/2013

 
Atualmente, estou lendo um livro, chamado 'Hiperespaço', de Michio Kaku, um dos físicos teóricos que contribuiu para desenvolver a chamada Teoria das Cordas. 

No mesmo, Kaku diz que é possível se fazer viagens no tempo, inclusive para o passado, mas que não é possível alterar este passado.

Ele diz que nós, os seres humanos, ainda não temos a tecnologia necessária para fazer isso, é claro, pois as viagens pelo Espaço-Tempo exigem uma quantidade de energia que não existe sequer em todo o planeta Terra. 

Portanto, elas ainda são inviáveis. 
 
Mas, mesmo que as viagens no tempo fossem viáveis, o máximo que poderíamos fazer, segundo Kaku, seria voltar ao passado e tomar decisões distintas daquelas que tomamos naquele momento. Porém, isso não destruiria com os fatos que já aconteceram. 

Estas escolhas diferentes que tomamos dão origem a uma nova realidade, mas sem anular a anterior. 
 
Foi isso o que o Walter explicou para Peter, Olivia e Astrid (no episódio “The Road Not Taken”, 1X19) e disse para o Peter antes deste decidir voltar para 2011 a fim de impedir a destruição do Universo Alternativo e, assim, salvar a vida de Olivia (episódio 'The Day We Died', 3X22). 
 
Quando Peter voltou para 2011 e decidiu interligar os dois Universos, em vez de destruir com o Universo Alternativo, ele não anulou o que havia feito da primeira vez. 
 
Aquele futuro que vimos no último episódio do terceiro ano, e que se passa em 2026, continua existindo, pois não há como Peter voltar no tempo (mesmo que seja apenas a sua consciência) e mudar o que já aconteceu. 
 
Logo, ao retornar para 2011 e promover a interligação dos dois Universos, o que o Peter fez foi criar uma realidade alternativa. 
 
E isso abre caminho para que, através de uma nova viagem pelo Espaço-Tempo, se promova a volta de Peter ao seriado. Como?

Uma possibilidade (entre muitas outras que os roteiristas poderão vir a explorar nas próximas temporadas), por exemplo, é que Walter volte no tempo, quando o Peter deste Universo (que vou chamar de Universo Azul) ainda não havia morrido. Como ele conhece a cura da doença de Peter, ele poderá usar (no passado) este conhecimento para salvá-lo. 
 
Com isso, Peter retornará a história. É verdade que o Peter que retornaria, nesta situação, seria o do Universo Azul e não o do Vermelho. Mas, Peter estaria de volta. E isso daria origem a uma nova realidade, na qual o Peter do Universo Azul nunca morreu.

Desta maneira, 'Fringe' teria um novo 'começo', um 'novo episódio Piloto', como os roteiristas da série já afirmaram. Esta não seria a única maneira de se fazer isso, mas seria uma possibilidade viável. 
 
E como o Walter poderia salvar o Peter do Universo Azul? Usando a mesma máquina que o David R. Jones usou para se teletransportar da prisão da Alemanha para os EUA. 
 
Acabei de assistir a este episódio (“The Safe” - 'O Cofre' - 1X10) e lembro-me que Walter falou para o Peter que aquela máquina também poderia ser usada para se promover uma viagem no tempo e não apenas no espaço.


Walter, inclusive, disse ao Peter que a sua ideia original para construir a máquina era justamente a de utilizá-la para voltar à 1936, a fim de resgatar um cientista alemão (Alfred Gross) que conhecia a cura para a doença que afetava Peter quando criança. 
 
Walter falou também que não foi necessário fazer essa viagem para 1936 porque ele encontrou uma solução para a doença de Peter. 
 
O que ele não disse é que a solução que ele encontrou foi a de roubar o Peter do Universo Paralelo, pois o seu filho, propriamente dito, morreu antes dele encontrar a cura.

E no mesmo episódio, 'The Road Not Taken' (1X19), Walter explica para Olivia, Peter e Astrid que a cada mudança que fazemos na história determinamos a criação de uma nova realidade, sem destruir com a realidade anterior. Esta continua existindo, mas surge uma realidade alternativa. Walter inclusive explica isso numa lousa, como se estivesse dando uma aula. 
 
E essa é uma das ideias principais de 'Fringe': As inúmeras possibilidades e realidades que podem ser criadas a partir de cada decisão ou escolha que fazemos. 
 
Assim, não duvido que a solução para se promover a volta de Peter à série seja a de trazer de volta à vida o Peter do Universo Azul, que morreu antes de Walter conseguir a cura para a sua doença ou antes dele inventar a máquina que lhe permitiria viajar no Espaço-Tempo. 
 
Aliás, uma curiosidade: Em 'The Safe' (1X10), as peças da máquina do Walter foram encontradas em cofres de bancos cujos números eram a sequência de Fibonacci – na qual um número é resultado da soma dos dois números anteriores – e a sequência numérica dos cofres que a ZFT roubou (com os seus integrantes passando pelas paredes dos bancos) era dos números 233, 377, 610, 987. 
 
No entanto, a ZFT não roubou a última peça, que estava no cofre de número 1597. 
 
Isso talvez explique porque David R. Jones tenha ficado tão doente depois que se teletransportou. Ele não tinha a máquina completa. Se a tivesse, talvez ele tivesse o poder não apenas de se teletransportar, mas também de viajar no tempo, coisa que ele não fez. Jones viajou apenas no Espaço (da Alemanha para os EUA), mas não no Tempo. E com a peça do cofre 1597 em seu poder, talvez ele não ficasse doente. 
 
E isso explicaria porque o Walter disse que a máquina que ele construiu fazia muitas coisas, mas não matava ninguém. Mas, para não matar niguém ela teria que estar completa. 
 
Aliás, o próprio fato de Walter ter construído tal máquina, que permite viajar no Espaço-Tempo, reforça a possibilidade de que ele, Peter e Olivia talvez estejam tentando criar uma realidade na qual os dois Universos sejam salvos e eles três possam ficar juntos, pois somente assim eles conseguem ser felizes. 

 
Mas, como eles não conseguem, então, os três vivem promovendo a criação de novas realidades, até que os seus objetivos sejam atingidos. E esse processo fica se repetindo, indefinidamente. 
 
E essa possibilidade é reforçada pelo fato de que o Peter que desapareceu desta realidade alternativa, que foi criada pelo próprio no final da terceira temporada, foi o do Universo Vermelho. 
 
Obs.: O Peter Alternativo existiu, sim, mas não na nova realidade criada por ele. Mas é APENAS nesta realidade alternativa (na qual os dois Universos estão interligados), e que o próprio Peter criou, que ele não existiu.

Nas realidades anteriores, ou seja, quando os Universos Azul e Vermelho estavam separados, o Peter existiu, sim. 
 
A Física é clara: ninguém pode ALTERAR o passado. Pode-se apenas tomar decisões distintas e, daí, se criar novas realidades. Mais do que isso não é possível. A 'aula' do Walter (para Olivia, Peter e Astrid em 'The Road Not Taken') deixou isso bem claro. 
 
Assim, os dois Peters e os dois Universos (o Azul e o Vermelho) existiram. 

Não há como apagar isso. É impossível.

E vejam bem: Quem deixou de existir na nova realidade criada pelo Peter foi o do Universo Vermelho, mas apenas na fase jovem-adulta, pois ele viveu até a infância. E o Peter do Universo Azul também existiu, sim. 
 
E se o Peter do Universo Azul viveu, então a memória dele existe, nas lembranças do Walter e dos outros que o conheceram naquela época (como nas da sua mãe, Rachel). 
 
A questão é: como o Walter teve parte do seu cérebro arrancado e ele se esqueceu de muitas coisas importantes que aconteceram na sua vida, talvez as lembranças dele não voltem imediatamente. 
 
Ou então, serão as Olivias que irão se lembrar do Peter, visto que ambas se apaixonaram por ele e conviveram com ele tempo suficiente para, talvez, guardar algo dele em suas memórias.

Mas, alguém perguntaria: Como seria possível uma pessoa se lembrar de alguém que não existiu naquela determinada realidade, mas que existe em outras? Através do 'Deja Vu'. 
 
Em 'The Road Not Taken' (que me parece ser um episódio essencial para se entender o que aconteceu no final da terceira temporada) Walter diz que 'Deja Vu' é uma visão que temos da realidade alternativa. Sentimos que já estivemos lá, diz Walter, porque já estivemos, de fato, na mesma. Ele a chama de 'A Estrada que não tomamos'. 
 
Logo, pode ser que, na quarta temporada, as Olivias e os Walters venham a ter essas visões, nas quais o Peter do Universo Vermelho irá aparecer, estimulando seu interesse em descobrir quem ele é o que ele fez de importante. 

Esta é mais uma maneira pela qual Peter poderia voltar à série. 

 
E caso o Walter se lembre do filho que perdeu, então ele poderá, perfeitamente, se lembrar da tentativa que fez de salvar a vida do Peter e que ele fracassou. E caso ele encontre a última peça da máquina (e que está no cofre 1597) que lhe permite viajar no Espaço-Tempo, então, ele mesmo poderá fazer tal viagem, voltar a uma época na qual o Peter ainda vive e, daí, curá-lo. 
 
Com isso, o Peter voltará à 'Fringe'. Mas, não será o mesmo Peter que vimos nas 3 temporadas iniciais. E isso se encaixa, perfeitamente, naquilo que os roteiristas da série afirmaram em entrevistas, ou seja, a de que existe mais de um Peter e que isso é que permitiria o retorno dele ao seriado. 
 
Além disso, estou convencido de que a ideia de Linha Contínua do Tempo será bastante explorada e desenvolvida a partir da quarta temporada.

Então, esta pode, muito bem, vir a ser a solução adotada pelos roteiristas a fim de se promover a volta do Peter. 
 
Porém, com isso, surgirá outro problema, que é a possibilidade de que Walter (tal como David R. Jones) fique gravemente doente ou morra (assassinado, talvez, pelos Observadores) em função de fazer tal viagem pelo Tempo-Espaço a fim de salvar Peter. 
 
Daí, pode ser que o Peter e a Olivia tentem salvá-lo, usando a Máquina para criar uma nova realidade, na qual o Walter não fica doente e nem morre. 
 
E isso geraria a criação de uma outra realidade, começando tudo de novo...

Obs.: Não se pode esquecer que o Walter construiu a Máquina sob medida para Peter e Olivia. Por isso é que somente Peter pode ligar a Máquina, e se conectar à mesma, e apenas Olivia pode desligá-la.

Então, em função de tudo isso, pode-se levantar uma hipótese bastante plausível (como diria Scully...): A possibilidade de que Walter, Peter e Olivia estejam presos à certas realidades nas quais não desejam viver. 
 
Daí, eles vivem promovendo estas viagens no Espaço-Tempo a fim de se criar uma nova realidade que conserte o que está 'errado' (na visão deles, é claro) na realidade anterior.

Assim, é como se Walter, Peter e Olivia estivessem 'deslizando' pelo Espaço-Tempo, em busca da criação de uma realidade na qual os seus desejos serão satisfeitos. 
 
Mas, nestas novas realidades que eles criam, novos problemas surgem 

Exemplos: em uma realidade o Peter deixa de existir... na outra realidade a Olivia morre... E, daí, eles criam uma outra realidade tentando consertar tais problemas e assim vai, indefinidamente.
 
Obs.: Caso isso se confirmasse, teríamos algo que (acredito eu...) seria inédito na história da Televisão: Os Heróis e os Vilões de uma série seriam os mesmos personagens: Walter, Peter e Olivia. 

 
A questão é: Isso terá um fim? Como? Me parece que há uma única forma de se fazer isso, que é o de restabelecer o Equilíbrio original entre os dois Universos. 
 
Mas, para isso, é necessário trazer o Peter do Universo vermelho de volta, o Walternativo curá-lo da sua doença ainda criança, levando a que o Walter não precisasse fazer a travessia para o Universo Vermelho a fim de salvá-lo. Sem a travessia, os Universos jamais entrariam em processo de degeneração e a guerra entre eles não teria acontecido. 
 
Desta maneira, retornaríamos à situação em que a série se encontrava antes do Observador impedir que o Walternativo encontrasse a cura para o Peter.

Assim, os Universos continuariam a sua existência em paz e com cada um ignorando a existência do outro. 
 
Com isso, não haveria nenhuma guerra entre os Universos.

William Bell e Walter não precisariam fazer as pesquisas envolvendo crianças para se promover a criação de super-soldados que pudessem lutar contra os soldados do Universo Alternativo.

O Manifesto jamais teria sido escrito por William Bell. A Massive Dynamic e a ZFT também não teriam existido. Portanto, os crimes conhecidos como o 'Padrão' nunca teriam acontecido. O avião do vôo 627 jamais teria caído.

E desta forma, as duas Divisões 'Fringe', dos dois Universos, jamais teriam sido criadas. 
 
E a série 'Fringe' terminaria, de uma certa maneira, como se ela mesma jamais tivesse existido...
 
Seria um final e tanto, creio eu...

Obs.: Repito... Esta é apenas uma das muitas possibilidades que poderemos ver em 'Fringe' a partir da quarta temporada. 
 
De certa maneira, 'Fringe' está numa situação semelhante à que a Física Teórica (segundo Michio Kaku; Hugh Everett defende a interpretação de muitos mundos, que diz existir inúmeros Universos) diz: Há muitos futuros possíveis que podem vir a ser construídos. E cada um pode escolher aquele que lhe agrada mais e vivê-lo de acordo com a Escolha que fez. Me parece que é justamente isso que Walter, Peter e Olivia estão tentando fazer. 
 
No episódio 'Bad Dreams' (1X17) Walter cita Carlos CastaneLinkda, Aldous Huxley, Werner Heisenberg (um dos criadores da Física Quântica). Walter diz que eles pensavam que: “A percepção é a chave para a transformação”, ou seja, que “a realidade é subjetiva e maleável e que aquilo que você deseja você pode conseguir” (esta última frase é de Peter). Ou pode até viajar entre elas (as realidades), completa Walter.

Se Walter, Olivia e Peter sabem que a realidade é maleável e que aquilo que eles desejam pode ser alcançado, então isso explicaria o motivo deles criarem tantas realidades alternativas através de sucessivas viagens no Espaço-Tempo. 
 
E sabe-se lá quantas vezes eles já não fizeram isso...

Link:

http://popeseries.blogspot.com.br/2012/04/fringe-letters-of-transit-e-os.html

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Michio Kaku: 'Ficção é maneira mais simples de gerar interesse na ciência'!


'Ficção é maneira mais simples de gerar interesse na ciência', diz físico

G1 entrevistou Michio Kaku, físico cocriador da teoria das cordas. Para ele, o conhecimento científico é 'o motor da democracia'.

Mário Barra Do G1, em São Paulp

Há 150 anos, ao imaginar como seria a viagem do homem à Lua, o escritor Júlio Verne acertou quase na mosca três palpites: o primeiro voo sairia do estado norte-americano da Flórida, demoraria três dias para chegar ao destino e cairia no mar ao voltar à Terra. Tentando seguir seus passos, o físico teórico Michio Kaku também tenta adivinhar como ideias vindas da ficção científica, como colonizar galáxias distantes, seriam possíveis.

"O nosso desafio é mostrar para as pessoas como os conceitos científicos que vão governar o futuro no espaço podem ser compreendidos hoje mesmo, por qualquer pessoa", afirma o cientista norte-americano de 64 anos, cocriador da teoria das cordas -- agora, apresentador do programa "Física do Impossível", no canal de TV a cabo Discovery Science.

"A ficção talvez seja a maneira mais simples de fazer as pessoas se interessarem por ciência", afirma Kaku.

Especializado em teoria das cordas - campo da física que enxerga os átomos como se fossem "fios" extremamente pequenos e oferece uma nova interpretação para como o espaço e as coisas se comportam -, o cientista usa o conhecimento disponível atualmente no mundo da física e tenta aplicá-los para explicar como seria possível captar mais energia das estrelas ou mesmo povoar o espaço.

Ao ser lembrado sobre como ideias como essas parecem estar distantes da realidade, Kaku cita o exemplo de Verne. Para o cientista, o escritor não contava com o dom de premonição e mostrou como ideias estranhas durante uma época podem apontar corretamente o futuro.

"Como ele conseguiu saber tudo isso? Não pode ser pura especulação. Ele conversava com cientistas e conseguiu, com o conhecimento da época, enxergar algo que parecia improvável", afirma.

O 'futuro' nas crianças

Muito antes da fama de séries como ‘Jornada nas estrelas’ e ‘Guerra nas estrelas’, o físico norte-americano iniciou seu contato com ciência por meio de outra atração na TV: Flash Gordon, um dos primeiros herois espaciais.

"Foi a primeira vez que eu me interessei por naves, invisibilidade, aliens e viagens espaciais”, lembra o físico. A partir daí, Kaku nunca mais deixaria de espantar "como uma criança" e seguiria o caminho até virar um cientista profissional.

Esse olhar infantil do mundo é uma das armas nas quais Kaku mais acredita para despertar a atenção para a ciência. "Crianças consomem muita ficção científica, mas não sabem dizer se o que veem é verdade", diz. "Enquanto isso, na escola, a física 'de verdade' é ensinada de uma maneira muito chata, seca e intimidadora."

Crianças consomem muita ficção científica, mas não sabem dizer se o que veem é verdade"
Michio Kaku, físico teórico e apresentador, do programa 'Física do Impossível'

Para solucionar o problema, o físico sugere a ficção científica como uma possível porta de entrada para o conhecimento.

"O objetivo é tornar tópicos complicados em algo simples para as pessoas se interessarem, sem sacrificar o rigor científico. Usar um pouco do truque dos gibis, filmes e videogames, que captam a atenção das pessoas."

Descrevendo o conhecimento científico como "o motor da democracia", Kaku vai até mais longe para destacar a importância da introdução dos jovens no mundo científico. "A ciência gera riqueza, mas os benefícios só aparecem quando os jovens decidem virar parte dessa revolução", diz.

"Cada nação deve despertar o interesse. O mundo está ficando cada vez mais científico. Infelizmente, alguns países estão sendo deixados para trás, não estão investindo nos jovens e em educação."

Universos paralelos

Uma das "maluquices" dos físicos que Kaku tenta simplificar é a existência de universos paralelos, uma consequência da explicação oferecida pela teoria das cordas ao espaço.

"O universo pode ser entendido como uma bolha que está crescendo. Nós vivemos na superfície dessa bolha e estamos presos a ela. A teoria das cordas prevê que outras bolhas existem, seriam outros universos, paralelos ao nosso", afirma o físico.

Kaku defende a teoria das cordas como a explicação definitiva para a física, capaz de explicar todos os aspectos do universo. Essa busca pela "teoria do tudo" é também uma herança de sua infância: inspirado por Albert Einstein, outro que também tentou unificar todo o conhecimento da física em uma única equação de poucos centímetros de extensão.

A esperança de Kaku em poder provar a existência das suas "bolhas" pode estar em experimentos como o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), na Suíça.

Caso esteja certo, Kaku teria mais um exemplo para apostar na força da ficção como um acesso ao futuro. "A teoria das cordas nos permite imaginar viagens ao passado e até mesmo 'warp drives' [termo famoso na série 'Jornada nas estrelas', que sugere uma forma de viajar a pontos distintos do espaço, a velocidades maiores que a da luz]", diz. "O que era impensável no passado, hoje é encarado com seriedade pelos cientistas."

Link:

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/ficcao-e-maneira-mais-simples-de-gerar-interesse-na-ciencia-diz-fisico.html