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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Chip gerador de fótons tira computador quântico do laboratório

Chip gerador de fótons tira computador quântico do laboratório

Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/05/2012
Chip gerador de fótons tira computador quântico do laboratório
O chip recebe os fótons e os libera devidamente entrelaçados, sem a necessidade de qualquer outro circuito externo. [Imagem: UToronto]
Móvel pesado

É cada vez maior o interesse pelos avanços mais recentes da Pois um desses desafios, e um dos grandes, acaba de ser superado. Os computadores quânticos dependem de fótons individuais para guardar, ler, escrever e transmitir seus dados.

Ocorre que produzir e controlar fótons individuais - essencialmente a menor unidade de energia - é complexo, demorado e exige um aparato de laboratório virtualmente à prova de vibrações.

Uma mesa de granito de meio metro de espessura e algumas dezenas de toneladas é bom o suficiente.
Mas não seria o móvel mais adequado para colocar em sua casa quando chegar o dia em que você poderá comprar seu PC quântico.

Tecnologias quânticas

Agora, a equipe do professor Amr Helmy, da Universidade de Toronto, no Canadá, acaba de dar vida nova à sua velha escrivaninha de MDF.

Eles criaram um dispositivo eletrônico integrado - um chip, para resumir - capaz não apenas de produzir fótons individuais, mas de produzi-los já entrelaçados.

O entrelaçamento permite que duas ou mais partículas compartilhem suas propriedades mesmo sem qualquer ligação física entre elas.

O que hoje exige a tal mesa de granito e um não menos volumoso conjunto de lentes e espelhos finamente ajustados agora pode ser gerado inteiramente dentro de um único chip.

"Nosso trabalho abre a possibilidade de levar o potencial das poderosas e ainda subutilizadas tecnologias quânticas para os produtos comerciais, fora dos laboratórios," afirmou o professor Helmy.

Fotônica integrada

Outra equipe apresentou recentemente um equipamento similar, que eles chamaram de
Mas o chip do professor Helmy tem a vantagem de ser um chip mesmo, no sentido tradicional do termo, permitindo a conexão de outros componentes e a interligação dos fótons produzidos com outros equipamentos.

Isto torna possível ter todos os equipamentos tradicionalmente existentes em um laboratório dentro do mesmo chip.

E colocá-los lá é a próxima meta da equipe.

Bibliografia:

Monolithic Source of Photon Pairs
Rolf Horn, Payam Abolghasem, Bhavin J. Bijlani, Dongpeng Kang, A. S. Helmy, Gregor Weihs
Physical Review Letters
Vol.: 108, 153605
DOI: 10.1103/PhysRevLett.108.153605

Link:

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=chip-gerador-fotons-tira-computador-quantico-laboratorio&id=010110120503

sexta-feira, 30 de março de 2012

IBM apresenta chip óptico que transmite 1 Terabit por segundo!

IBM apresenta chip óptico que transmite 1 Terabit por segundo - do site Inovação Tecnológica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/03/2012

IBM apresenta chip óptico que transmite 1 Terabit por segundo
"Traseira" do chip óptico furado, para transferência de dados de alta velocidade em sistemas de roteamento de redes, por meio da chamada óptica paralela. [Imagem: IBM]
Dados por luz

A IBM apresentou o protótipo de um sistema óptico de comunicação de dados capaz de transferir 1 Terabit de informação por segundo - o equivalente ao download de 500 filmes de alta definição.

O protótipo - batizado de Holey Optochip, algo como "chip óptico furado" - alcançou uma velocidade oito vezes superior à dos componentes ópticos paralelos já construídos até agora.

A velocidade alcançada é equivalente à banda de dados usada por 100.000 usuários dos canais de acesso à internet de altíssima velocidade, que chegam a 10 Mb/s nos países mais avançados.
Os processadores ópticos, ou processadores fotônicos, assim como os chips dedicados ao tráfego de dados pela rede, podem ser muito mais rápidos se deixarem de lado os elétrons e passarem a usar pulsos de luz.

É por isso que os engenheiros estão tentando desenvolver técnicas para a fabricação de chips baseados inteiramente na comunicação por luz, ou que sejam eficientes na "tradução" dos dados eletrônicos (transportados por elétrons) em dados fotônicos (transportados pelos fótons da luz).

Chip óptico furado

O Holey Optochip, que mede 5,2 x 5,8 milímetros, possui 48 furos feitos em uma pastilha de silício padrão.

Os furos permitem o acesso óptico pela traseira do chip a 24 canais de recepção e 24 canais de transmissão, gerando uma arquitetura muito rápida e, ao mesmo tempo, muito compacta.

O consumo de energia do chip furado é modesto, apenas 5 watts, embora a expectativa é que isso venha a melhorar ainda mais no futuro.

Este chip óptico é voltado para a transferência maciça de dados em sistemas de roteamento de redes, na chamada óptica paralela, uma tecnologia de fibras ópticas multimodo de curto alcance, tipicamente por volta de 150 metros.

A óptica paralela é diferente da comunicação serial por fibras ópticas tradicionais. Enquanto nesta a comunicação é apenas duplex, na óptica paralela os dados são transmitidos e recebidos simultaneamente, usando múltiplas fibras.

Trabalho pela frente

Embora esteja trabalhando ativamente na criação de processadores que operam com luz, a IBM afirma que a tecnologia ainda deverá demorar para vir acelerar o acesso à internet para os consumidores.

"Nós pretendemos otimizar a tecnologia para comercialização na próxima década, com a colaboração de parceiros da indústria," disse Clint Schow, pesquisador da empresa.

Link:

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ibm-chip-optico&id=010150120314